Hematoma Epidural: Diagnóstico e Manejo no TCE

SMS Curitiba - Secretaria Municipal de Saúde de Curitiba (PR) — Prova 2024

Enunciado

Joaquim, 53 anos, hipertenso, diabético e tabagista 50 anos/maço, em uma partida de futebol no último sábado na divisão de uma bola, colidiu-se com um amigo e caiu batendo sua cabeça no chão, mas se levantou, referiu dor local, lavou o rosto e como não apresentou qualquer sintoma, retornou para partida. Ao término da mesma, ingeriu grande quantidade de cerveja e foi para casa. À noite, evoluiu com vômitos e se queixou que estava mais sonolento. A família ficou preocupada e o levou para o hospital. Admitido com rebaixamento do nível de consciência, com escala de coma de Glasgow de 12, mas estável hemodinamicamente com PA: 140/82 mmHg, FC: 110 bpm, em ar ambiente, com FR: 14 irpm e SpO2: 92%. Realizada tomografia computadorizada de crânio com a imagem a seguir:Baseado no quadro clínico e no exame de imagem, o diagnóstico é:

Alternativas

  1. A) Intoxicação alcoólica.
  2. B) Hematoma subdural.
  3. C) Hematoma epidural.
  4. D) Hemorragia subaracnóide traumática.

Pérola Clínica

TCE + intervalo lúcido + deterioração neurológica + TC com lesão biconvexa = Hematoma epidural.

Resumo-Chave

O hematoma epidural é uma emergência neurocirúrgica, frequentemente associado a trauma craniano e ruptura da artéria meníngea média. O 'intervalo lúcido', seguido de deterioração neurológica, é um achado clássico que exige alta suspeição e investigação imediata com TC de crânio.

Contexto Educacional

O hematoma epidural é uma lesão intracraniana traumática que representa uma emergência neurocirúrgica. Geralmente resulta de um trauma cranioencefálico (TCE) que causa a ruptura de vasos sanguíneos, mais comumente a artéria meníngea média. A rápida expansão do hematoma pode levar a um aumento significativo da pressão intracraniana e compressão cerebral, com risco de herniação e morte. A epidemiologia mostra que é mais comum em jovens e adultos, frequentemente associado a traumas de alta energia. A fisiopatologia envolve o sangramento arterial no espaço epidural (entre a dura-máter e o crânio), que se acumula rapidamente. O diagnóstico é suspeitado clinicamente pela tríade clássica de trauma craniano, um 'intervalo lúcido' (período de melhora temporária da consciência após o trauma inicial) e subsequente deterioração neurológica (cefaleia, vômitos, sonolência progressiva, déficits focais, anisocoria). A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame padrão-ouro, revelando uma lesão hiperdensa, biconvexa ou lenticular, que não cruza as suturas cranianas. O tratamento do hematoma epidural é predominantemente cirúrgico, consistindo em craniotomia para evacuação do hematoma e hemostasia. A intervenção precoce é crucial para melhorar o prognóstico e prevenir sequelas neurológicas graves. O manejo inicial inclui estabilização hemodinâmica, avaliação da Escala de Coma de Glasgow (ECG) e medidas para controle da pressão intracraniana, se necessário. A monitorização contínua do paciente é fundamental, e qualquer sinal de deterioração neurológica deve ser prontamente investigado.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos clássicos do hematoma epidural?

O sinal mais clássico é o 'intervalo lúcido', onde o paciente recupera a consciência após o trauma inicial, mas depois sofre uma deterioração neurológica progressiva, com cefaleia, vômitos, sonolência e rebaixamento do nível de consciência.

Qual o achado típico do hematoma epidural na tomografia de crânio?

Na tomografia computadorizada de crânio, o hematoma epidural tipicamente se apresenta como uma lesão hiperdensa, extra-axial, com formato biconvexo ou lenticular, que não cruza as linhas de sutura, mas pode cruzar a tenda do cerebelo.

Qual a principal causa e o tratamento do hematoma epidural?

A principal causa é a ruptura da artéria meníngea média devido a um trauma craniano. O tratamento é uma emergência neurocirúrgica, geralmente com craniotomia para evacuação do hematoma e controle do sangramento, visando reduzir a pressão intracraniana.

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