SMS-RJ - Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro — Prova 2024
Menino sofre um trauma de crânio ao chocar-se de cabeça com outra criança em um jogo de futebol. Queixou-se, logo após a pancada, de "dor e tontura", porém logo se sentiu melhor e foi levado para a casa pelos pais. Evoluiu com vômitos e sonolência intensa, sendo levado à serviço de Emergência Pediátrica. A tomografia de crânio mostrou imagem hiperdensa e biconvexa. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Trauma craniano + intervalo lúcido + TC biconvexa = Hematoma Epidural.
O hematoma epidural é uma emergência neurocirúrgica caracterizada por uma coleção de sangue entre a dura-máter e o crânio, frequentemente associada à lesão da artéria meníngea média. A apresentação clássica inclui um 'intervalo lúcido' após o trauma, seguido por deterioração neurológica, e na TC, uma imagem hiperdensa em formato biconvexo ou lenticular.
O trauma cranioencefálico (TCE) em crianças é uma causa comum de morbidade e mortalidade, e a identificação precoce de lesões intracranianas é crucial. O hematoma epidural é uma coleção de sangue que se forma entre a dura-máter e a tábua interna do crânio, geralmente resultante da ruptura da artéria meníngea média após um trauma. A apresentação clássica inclui um 'intervalo lúcido', onde a criança melhora temporariamente após o impacto, seguido por uma rápida deterioração neurológica com sintomas como cefaleia intensa, vômitos, sonolência progressiva e, em casos graves, convulsões e herniação cerebral. A tomografia computadorizada (TC) de crânio é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico. O hematoma epidural é caracterizado por uma imagem hiperdensa, biconvexa ou lenticular, que não cruza as linhas de sutura cranianas, mas pode se estender por uma área considerável. Essa característica o diferencia do hematoma subdural, que geralmente tem formato de crescente e pode cruzar as suturas. A rápida expansão do hematoma epidural pode levar a um aumento súbito da pressão intracraniana, tornando-o uma emergência neurocirúrgica. O manejo do hematoma epidural é predominantemente cirúrgico, com craniotomia para evacuação do hematoma e controle do sangramento. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo geralmente favorável se tratado precocemente. Residentes devem estar vigilantes para os sinais de alerta de TCE grave, especialmente o intervalo lúcido, e interpretar corretamente as imagens de TC para garantir o encaminhamento e tratamento adequados.
O intervalo lúcido é um período de melhora aparente da consciência e dos sintomas após um trauma craniano, antes que ocorra uma deterioração neurológica devido ao aumento da pressão intracraniana, classicamente associado ao hematoma epidural.
Na tomografia de crânio, o hematoma epidural tipicamente se apresenta como uma coleção de sangue hiperdensa, com formato biconvexo ou lenticular, que não cruza as linhas de sutura, mas pode cruzar a linha média.
O hematoma epidural é biconvexo e não cruza as suturas, enquanto o hematoma subdural é em forma de crescente (concavoconvexo) e pode cruzar as suturas, mas não a linha média.
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