UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2025
Paciente, 23 anos, após traumatismo abdominal fechado, apresenta dor em andar superior do abdome, náuseas e vômitos. Ao exame radiológico contrastado do tubo digestivo, observa-se imagem de “mola em espiral” na segunda e terceira porções do duodeno. O diagnóstico provável é de:
Trauma abdominal fechado + dor epigástrica + vômitos + "mola em espiral" no duodeno = Hematoma duodenal.
O hematoma duodenal é uma complicação rara, mas importante, do trauma abdominal fechado, especialmente em crianças. A imagem de "mola em espiral" na radiografia contrastada é patognomônica, indicando o espessamento da parede duodenal pelo hematoma, que pode levar à obstrução.
O hematoma duodenal é uma lesão incomum, mas importante, que pode ocorrer após trauma abdominal fechado, sendo mais frequente em crianças devido à maior compressibilidade da parede abdominal e menor proteção muscular. A sua importância clínica reside no potencial de causar obstrução intestinal, levando a sintomas como dor abdominal, náuseas e vômitos, que podem ser tardios e mascarar a gravidade da lesão inicial. A suspeita deve ser alta em pacientes com história de trauma e sintomas obstrutivos de alto trato gastrointestinal. O diagnóstico é frequentemente confirmado por exames de imagem. A tomografia computadorizada com contraste é o método de escolha, mas a radiografia contrastada do tubo digestivo pode revelar o clássico 'sinal da mola em espiral', que é patognomônico do hematoma intramural duodenal. Este sinal reflete o acúmulo de sangue entre as camadas da parede duodenal, que comprime e distorce a luz do órgão, criando um padrão espiralado ou em 'pilha de moedas'. O tratamento do hematoma duodenal é, na maioria dos casos, conservador, com repouso intestinal, descompressão gástrica e suporte nutricional. A resolução espontânea ocorre em semanas. A intervenção cirúrgica é indicada em casos de falha do tratamento conservador, obstrução completa e persistente, ou complicações como perfuração ou sangramento ativo. O prognóstico é geralmente bom com manejo adequado, mas a vigilância é crucial para evitar complicações graves.
Após um traumatismo abdominal fechado, o paciente com hematoma duodenal pode apresentar dor abdominal em andar superior, náuseas, vômitos e distensão abdominal. Os sintomas podem ser tardios, surgindo horas ou dias após o trauma, devido à progressão do hematoma e da obstrução.
O sinal da 'mola em espiral' (coiled spring sign) é uma imagem radiológica observada em exames contrastados do trato gastrointestinal. Ele indica o espessamento da parede duodenal devido ao hematoma intramural, que comprime a luz do órgão e cria um padrão espiralado característico do contraste.
A conduta inicial para hematomas duodenais não complicados é geralmente conservadora, com repouso intestinal (jejum), descompressão gástrica por sonda nasogástrica e nutrição parenteral. A maioria dos hematomas regride espontaneamente em 1 a 3 semanas. A cirurgia é reservada para falha do tratamento conservador ou complicações.
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