HAS - Hospital Adventista Silvestre (RJ) — Prova 2026
Mulher de 50 anos, portadora de carcinoma papilífero de tireoide submetida a tireoidectomia total sem intercorrências. Já no quarto, evolui com rouquidão e dispneia progressiva, pouco tempo após a cirurgia. Nesse caso qual seria a conduta mais correta?
Dispneia progressiva + abaulamento cervical pós-tireoidectomia = Hematoma compressivo → Reabordagem imediata.
O hematoma cervical expansivo é uma emergência cirúrgica. A compressão venosa e linfática leva ao edema de glote, exigindo abertura imediata da ferida e reabordagem para controle de hemostasia.
A tireoidectomia é um procedimento seguro, mas o hematoma cervical ocorre em aproximadamente 1% dos casos e pode ser fatal. A maioria ocorre nas primeiras 6 a 24 horas. Fatores de risco incluem hipertensão perioperatória, uso de antiagregantes e hemostasia inadequada. O reconhecimento precoce de sinais como estridor, ansiedade, taquipneia e aumento do volume cervical é mandatório para o cirurgião e para a equipe de enfermagem no pós-operatório imediato.
Diferente de outros sítios, o pescoço é um compartimento fechado e pequeno. O acúmulo de sangue não apenas comprime a traqueia diretamente, mas obstrui o retorno venoso e linfático, gerando edema de glote e supraglótico severo, o que agrava rapidamente a obstrução da via aérea.
Se houver sinais de insuficiência respiratória iminente, a conduta é a abertura imediata da sutura da pele e da fáscia cervical à beira do leito para descompressão, seguida de transporte urgente ao centro cirúrgico para hemostasia definitiva e garantia de via aérea (intubação ou traqueostomia se necessário).
A lesão unilateral do nervo laríngeo recorrente causa rouquidão, mas raramente dispneia grave. A lesão bilateral causa estridor e insuficiência respiratória imediata após extubação. O hematoma expansivo geralmente apresenta abaulamento cervical, dor e dispneia progressiva em minutos ou poucas horas após o procedimento.
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