UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2021
Paciente 35 anos, é admitido no PS com quadro de dor abdominal importante. O cirurgião muito experiente foi chamado e logo descartou patologia intra-abdominal. No exame físico bem detalhado do abdome, afirmou que se tratava de um hematoma da bainha do músculo reto abdominal, e que o mesmo não cruzava a linha média. Esse achado semiológico é chamado de sinal de:
Hematoma bainha reto abdominal que não cruza linha média = Sinal de Fothergill.
O sinal de Fothergill é um achado semiológico clássico no exame físico de pacientes com hematoma da bainha do músculo reto abdominal. Ele se caracteriza pela presença de uma massa palpável na parede abdominal que permanece evidente ou se torna mais proeminente com a contração dos músculos retos abdominais e, crucialmente, não cruza a linha média.
O hematoma da bainha do músculo reto abdominal é uma condição relativamente incomum, mas importante no diagnóstico diferencial de dor abdominal aguda e massa abdominal. Ele ocorre devido ao sangramento dos vasos epigástricos (superiores ou inferiores) ou de seus ramos, ou diretamente do músculo reto abdominal, acumulando-se dentro da bainha do reto. Embora possa ser espontâneo, é frequentemente associado a trauma, tosse intensa, esforço físico ou uso de anticoagulantes. O diagnóstico é primariamente clínico, baseado na história e no exame físico. O sinal de Fothergill é um achado semiológico clássico e muito útil: uma massa palpável na parede abdominal que se torna mais evidente ou não desaparece com a contração dos músculos retos abdominais (ex: ao levantar a cabeça ou as pernas) e que não cruza a linha média. Este sinal ajuda a diferenciar o hematoma de uma massa intra-abdominal, que geralmente se torna menos palpável com a contração muscular. A confirmação diagnóstica pode ser feita com exames de imagem, como ultrassonografia ou tomografia computadorizada de abdome, que demonstram a coleção sanguínea. O tratamento é geralmente conservador, com repouso, analgesia e reversão de anticoagulação, se aplicável. A maioria dos hematomas se resolve espontaneamente. Intervenção cirúrgica é reservada para casos de sangramento ativo persistente, instabilidade hemodinâmica ou hematomas muito grandes que causam compressão significativa.
As causas incluem trauma abdominal direto ou indireto (tosse intensa, esforço), uso de anticoagulantes, gravidez, cirurgias abdominais prévias e doenças que afetam a coagulação.
O paciente é solicitado a contrair os músculos abdominais (ex: levantar a cabeça ou as pernas). Se uma massa palpável na parede abdominal se tornar mais proeminente ou não desaparecer com a contração, e não cruzar a linha média, o sinal é positivo.
Na maioria dos casos, o tratamento é conservador, com repouso, analgesia e monitorização. Em casos de sangramento ativo, grande hematoma ou instabilidade hemodinâmica, pode ser necessária intervenção cirúrgica ou embolização.
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