Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2025
Uma mulher de 45 anos apresenta dor moderada e persistente no quadrante superior direito há algumas semanas, e o ultrassom abdominal diagnostica um hemangioma hepático periférico de 12,0 cm, com restante do fígado e vias biliares sem alterações.A abordagem mais indicada para a paciente deverá ser:
Hemangioma hepático >5cm e sintomático (dor) → considerar ressecção cirúrgica.
Hemangiomas hepáticos gigantes (>5cm) e sintomáticos, especialmente com dor persistente, têm indicação de tratamento. A ressecção hepática é a abordagem mais indicada nesses casos para alívio dos sintomas e prevenção de complicações.
Hemangiomas hepáticos são os tumores benignos mais comuns do fígado, geralmente assintomáticos e descobertos incidentalmente. No entanto, uma pequena porcentagem pode crescer e causar sintomas ou complicações, especialmente quando atingem grandes dimensões (hemangiomas gigantes). A fisiopatologia envolve malformações vasculares. O diagnóstico é tipicamente feito por ultrassom, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que mostram características vasculares típicas. A suspeita de malignidade é baixa, mas o acompanhamento é importante. A conduta para hemangiomas hepáticos assintomáticos é geralmente observação. No entanto, para hemangiomas gigantes (>5-10 cm) e sintomáticos, como dor persistente, ou com complicações (ruptura, coagulopatia), a ressecção hepática é a abordagem mais indicada. Outras terapias como embolização ou ablação são menos comuns e reservadas para casos específicos ou como ponte para cirurgia.
Hemangiomas hepáticos são geralmente considerados gigantes quando seu diâmetro excede 5 cm, embora alguns autores usem 10 cm como ponto de corte.
Sintomas como dor persistente no quadrante superior direito, saciedade precoce, náuseas ou complicações como ruptura ou coagulopatia (síndrome de Kasabach-Merritt) podem indicar a necessidade de tratamento.
Para hemangiomas sintomáticos e grandes, a ressecção hepática é a principal opção. Outras abordagens incluem embolização arterial, radiofrequência ou, em casos muito selecionados, transplante hepático.
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