UFS/HU - Hospital Universitário de Sergipe - Aracaju (SE) — Prova 2020
Paciente hígido, 35 anos, atleta de alto rendimento, realiza tomografia computadorizada de abdome e tem achado de lesão nodular hepática periférica hipodensa, homogênea e bem definida na fase pré-contraste e que apresenta realce centrípeto (da periferia para o centro) após a injeção de contraste, tendo a homogeneização nos cortes de retardo e sem deslocar vasos adjacentes ou alterar o contorno hepático. Estas características são típicas de:
Lesão hepática hipodensa com realce centrípeto e homogeneização em fases tardias na TC = Hemangioma hepático.
O hemangioma hepático é a lesão benigna mais comum do fígado, caracterizado por um padrão de realce típico na tomografia computadorizada ou ressonância magnética. A lesão é hipodensa na fase pré-contraste e apresenta realce progressivo da periferia para o centro (centrípeto), com preenchimento completo e homogeneização nas fases tardias, sem deslocar vasos adjacentes ou alterar o contorno hepático.
O hemangioma hepático é a neoplasia benigna mais comum do fígado, sendo frequentemente um achado incidental em exames de imagem. É uma malformação vascular congênita, mais comum em mulheres e geralmente assintomática. Embora a maioria seja pequena, podem variar em tamanho e, em casos raros, atingir grandes dimensões (hemangiomas gigantes). A importância clínica reside principalmente em seu reconhecimento para diferenciá-lo de lesões malignas e evitar biópsias desnecessárias. O diagnóstico do hemangioma hepático é tipicamente feito por exames de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM). Na TC com contraste, o padrão de realce é característico: a lesão é hipodensa na fase pré-contraste, apresenta realce nodular periférico na fase arterial, seguido de preenchimento progressivo e centrípeto nas fases portal e de equilíbrio, culminando em homogeneização completa nas fases tardias. É crucial observar a ausência de deslocamento de vasos adjacentes ou alteração do contorno hepático, o que ajuda a diferenciá-lo de lesões malignas. A conduta para a maioria dos hemangiomas é expectante, sem necessidade de tratamento, uma vez que são benignos e não progridem para malignidade. O acompanhamento por imagem pode ser indicado inicialmente para confirmar a estabilidade da lesão. Em situações raras, como hemangiomas gigantes sintomáticos (dor, compressão de órgãos adjacentes) ou com complicações (ruptura, coagulopatia de Kasabach-Merritt), pode-se considerar intervenções como embolização, ressecção cirúrgica ou, em casos extremos, transplante hepático.
Na TC, o hemangioma hepático geralmente aparece como uma lesão hipodensa e homogênea na fase pré-contraste. Após a injeção de contraste, exibe um realce nodular periférico que progride de forma centrípeta (da periferia para o centro), com preenchimento completo e homogeneização nas fases tardias (de retardo).
O hemangioma tem realce centrípeto e preenchimento tardio. A HNF, por outro lado, apresenta realce arterial homogêneo e intenso, muitas vezes com uma cicatriz central que realça nas fases tardias. A HNF também não apresenta o padrão de preenchimento centrípeto do hemangioma.
A maioria dos hemangiomas hepáticos é assintomática e não requer tratamento, sendo apenas acompanhada se houver dúvida diagnóstica ou crescimento significativo. Em casos raros de hemangiomas gigantes que causam sintomas (dor, compressão) ou complicações (ruptura), pode-se considerar tratamento cirúrgico ou outras intervenções.
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