Hemangioma Hepático: Diagnóstico e Conduta em Lesões Benignas

UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, 45 anos, com queixa de dor abdominal, realizou ultrassonografia (US) do abdome que evidenciou um nódulo em segmento IV do fígado. TC com estudo trifásico: lesão de 6cm com captação periférica globuliforme em fase arterial e evolução centrípeta. A conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) biópsia da lesão para pesquisa de betacatenina
  2. B) tratamento cirúrgico devido ao risco de ruptura e sangramento
  3. C) interromper uso de anticoncepcional oral
  4. D) observação por se tratar de lesão benigna

Pérola Clínica

Nódulo hepático com captação periférica globuliforme arterial e enchimento centrípeto em TC = Hemangioma, conduta é observação se assintomático.

Resumo-Chave

A descrição radiológica (captação periférica globuliforme na fase arterial com enchimento centrípeto nas fases posteriores) é clássica de hemangioma hepático, uma lesão benigna comum. Em pacientes assintomáticos, a conduta é geralmente a observação, pois o risco de complicações é baixo.

Contexto Educacional

O hemangioma hepático é o tumor benigno mais comum do fígado, geralmente descoberto incidentalmente em exames de imagem. Embora a paciente apresente dor abdominal, a descrição da lesão na tomografia computadorizada trifásica é altamente sugestiva de hemangioma: captação periférica globuliforme na fase arterial e enchimento centrípeto nas fases venosa ou portal. Essa é uma assinatura radiológica clássica. A maioria dos hemangiomas hepáticos é assintomática e não apresenta risco significativo de malignização ou complicações como ruptura e sangramento, mesmo em tamanhos maiores. A dor abdominal, neste caso, pode ter outra causa ou ser inespecífica, não necessariamente relacionada ao hemangioma, a menos que seja um hemangioma gigante com sintomas compressivos ou trombose. Diante de um hemangioma hepático com características de imagem típicas e na ausência de sintomas atribuíveis diretamente à lesão, a conduta mais adequada é a observação. Biópsia é geralmente contraindicada devido ao risco de sangramento e raramente necessária para o diagnóstico. O tratamento cirúrgico é reservado para casos sintomáticos graves ou complicações raras. A interrupção de anticoncepcionais orais não é uma conduta padrão para hemangiomas assintomáticos.

Perguntas Frequentes

Quais são as características de imagem típicas de um hemangioma hepático?

Em uma TC ou RM com contraste, o hemangioma clássico apresenta captação periférica nodular ou globuliforme na fase arterial, seguida de enchimento progressivo e centrípeto nas fases portal e tardia, tornando-se isodenso ou isointenso ao parênquima hepático.

Quando um hemangioma hepático requer intervenção?

A maioria dos hemangiomas é assintomática e não requer tratamento, apenas observação. Intervenção (cirurgia, embolização) é considerada para lesões muito grandes que causam sintomas compressivos, dor intratável, ou em casos extremamente raros de complicações como ruptura.

O uso de anticoncepcionais orais está relacionado ao hemangioma hepático?

Embora haja relatos de que estrogênios possam influenciar o crescimento de hemangiomas, a interrupção do anticoncepcional oral não é uma conduta padrão para hemangiomas assintomáticos e não é considerada o tratamento primário.

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