HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
Sobre os hemangiomas hepáticos, é correto afirmar que:
Hemangioma hepático = tumor benigno mais comum do fígado, associado a estrogênio.
São malformações vasculares benignas, geralmente assintomáticas e de achado incidental. A relação com hormônios femininos explica o crescimento em gestantes ou usuárias de ACO.
O hemangioma hepático é composto por espaços vasculares revestidos por endotélio e separados por septos fibrosos. É essencial diferenciar o hemangioma de outras lesões como a Hiperplasia Nodular Focal (HNF) e o Adenoma Hepático, especialmente pela conduta conservadora que o hemangioma geralmente permite.
Embora a etiologia exata seja desconhecida, observa-se que os hemangiomas hepáticos possuem receptores para estrogênio e progesterona. Isso justifica a maior prevalência em mulheres e o potencial de crescimento da lesão durante a gravidez ou com o uso de anticoncepcionais orais e terapia de reposição hormonal. No entanto, a presença do tumor não é uma contraindicação absoluta ao uso desses hormônios, exigindo apenas acompanhamento.
O diagnóstico é predominantemente realizado por exames de imagem. Na ultrassonografia, aparece como uma massa hiperecogênica bem delimitada. A Tomografia Computadorizada (TC) e a Ressonância Magnética (RM) mostram um padrão típico de realce nodular periférico centrípeto (preenchimento progressivo do contraste da periferia para o centro) nas fases arteriais e portais, permanecendo 'cheio' nas fases tardias.
A grande maioria dos hemangiomas é tratada de forma conservadora com observação. A cirurgia (enucleação ou ressecção) é reservada para casos de sintomas compressivos importantes (dor abdominal persistente), crescimento rápido documentado, complicações raras como a Síndrome de Kasabach-Merritt (consumo de plaquetas) ou quando o diagnóstico diferencial com neoplasias malignas não pode ser excluído com segurança.
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