HSM - Hospital Santa Marta (DF) — Prova 2021
Uma paciente de 45 anos de idade procura atendimento após ter realizado uma tomografia com contraste de abdome total, com achado de nódulo com realce periférico durante fase arterial e impregnação centrípeta pelo meio de contraste na fase tardia.Com base nesse caso clínico, nos conhecimentos relativos aos tumores hepáticos benignos e nos assuntos correlatos, assinale a alternativa incorreta.
Hemangioma hepático = realce periférico arterial + impregnação centrípeta tardia. Ruptura espontânea é rara.
O hemangioma hepático é o tumor benigno mais comum do fígado, caracterizado por um padrão de realce na tomografia com contraste que inclui realce periférico na fase arterial e preenchimento centrípeto progressivo nas fases tardias. Sua ruptura espontânea é extremamente rara, e o potencial de malignização é nulo.
Os tumores hepáticos benignos são achados comuns em exames de imagem abdominal, e seu correto diagnóstico é fundamental para evitar intervenções desnecessárias ou, por outro lado, para identificar lesões com potencial de complicação. O hemangioma hepático é o tumor benigno mais frequente do fígado, sendo geralmente assintomático e descoberto incidentalmente. O diagnóstico do hemangioma hepático é frequentemente estabelecido por exames de imagem como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética com contraste. O padrão de realce descrito na questão – realce periférico na fase arterial e impregnação centrípeta progressiva nas fases tardias – é patognomônico. É importante diferenciá-lo de outras lesões, como a hiperplasia nodular focal (que tem cicatriz central e realce homogêneo arterial) e o adenoma hepático (que pode ter realce arterial rápido e washout precoce, e está associado ao uso de anticoncepcionais). O hemangioma hepático não tem potencial de malignização. A ruptura espontânea é extremamente rara, ocorrendo geralmente apenas em hemangiomas gigantes ou após trauma. Portanto, a cirurgia profilática pelo risco de sangramento não é justificada na maioria dos casos. O adenoma hepático, por outro lado, tem um risco maior de sangramento e, embora baixo, um potencial de malignização, especialmente em lesões maiores que 5 cm, e está fortemente associado ao uso de anticoncepcionais orais, que devem ser suspensos em caso de diagnóstico.
O hemangioma hepático classicamente apresenta realce periférico nodular na fase arterial, seguido por um preenchimento progressivo e centrípeto do contraste nas fases portal e tardia, tornando-se isodenso ou hiperdenso ao parênquima hepático.
Não, o hemangioma hepático é um tumor benigno e não possui potencial de malignização. Esta é uma característica importante que o diferencia de outras lesões hepáticas.
Os principais tumores hepáticos benignos são o hemangioma (mais comum), a hiperplasia nodular focal (HNF) e o adenoma hepático. A diferenciação é feita principalmente por características de imagem (padrões de realce) e fatores de risco (ex: uso de anticoncepcionais para adenoma).
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