HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025
Mulher, de 31 anos de idade, é encaminhada ao ambulatório de cirurgia geral após identificação de nódulo hepático de 7cm em segmento IVa durante exame ultrassonográfico. Nega comorbidades. No momento, encontra-se assintomática e sem alterações ao exame físico. Em tomografia, foi identificado nódulo com padrão de contrastação lenta ao meio de contraste iodado, de disposição centrípeta e globuliforme. Qual é a principal hipótese diagnóstica e qual é a conduta indicada para esta paciente?
Nódulo hepático assintomático com realce centrípeto e globuliforme na TC/RM = Hemangioma hepático → Seguimento clínico.
O hemangioma hepático é a lesão benigna mais comum do fígado, frequentemente assintomática e descoberta incidentalmente. Seu padrão de realce característico na tomografia ou ressonância magnética (realce periférico nodular e centrípeto, com preenchimento progressivo) permite o diagnóstico sem biópsia, e a conduta é geralmente o seguimento clínico.
Nódulos hepáticos são achados comuns em exames de imagem, e seu diagnóstico diferencial é amplo, variando de lesões benignas a malignas. O hemangioma hepático é a neoplasia benigna mais frequente do fígado, consistindo em uma malformação vascular. Geralmente é assintomático e descoberto incidentalmente, sendo mais comum em mulheres jovens. O diagnóstico do hemangioma hepático é predominantemente radiológico, com características altamente sugestivas em exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) com contraste. O padrão de realce típico na TC ou RM, com realce periférico nodular na fase arterial e preenchimento centrípeto progressivo nas fases tardias, é patognomônico e geralmente dispensa a necessidade de biópsia. A conduta para hemangiomas hepáticos assintomáticos e com diagnóstico por imagem claro é o seguimento clínico, sem necessidade de intervenção. A biópsia é geralmente contraindicada devido ao risco de sangramento. A ressecção cirúrgica é reservada para casos de hemangiomas gigantes que causam sintomas compressivos, dor intratável, ou em situações de incerteza diagnóstica onde não se pode excluir malignidade.
Na tomografia ou ressonância com contraste, o hemangioma hepático classicamente apresenta um realce periférico nodular na fase arterial, seguido por um preenchimento progressivo e centrípeto nas fases portal e tardia, tornando-se isodenso ou isointenso ao parênquima hepático adjacente. Pode ter aspecto globuliforme.
Para hemangiomas hepáticos assintomáticos e com diagnóstico por imagem típico, a conduta é o seguimento clínico. Não há necessidade de biópsia ou ressecção cirúrgica, a menos que o paciente desenvolva sintomas atribuíveis ao hemangioma ou haja incerteza diagnóstica.
Em mulheres jovens, os principais diagnósticos diferenciais de nódulos hepáticos incluem hemangioma, hiperplasia nodular focal (HNF) e adenoma hepático. O carcinoma hepatocelular é menos comum nessa faixa etária sem fatores de risco, mas deve ser considerado em casos atípicos.
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