Nódulo Hepático: Diagnóstico e Manejo do Hemangioma Hepático

HVC - Hospital Vera Cruz (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher, de 31 anos de idade, é encaminhada ao ambulatório de cirurgia geral após identificação de nódulo hepático de 7cm em segmento IVa durante exame ultrassonográfico. Nega comorbidades. No momento, encontra-se assintomática e sem alterações ao exame físico. Em tomografia, foi identificado nódulo com padrão de contrastação lenta ao meio de contraste iodado, de disposição centrípeta e globuliforme. Qual é a principal hipótese diagnóstica e qual é a conduta indicada para esta paciente?

Alternativas

  1. A) Hemangioma hepático e seguimento clínico.
  2. B) Carcinoma hepatocelular e estadiamento.
  3. C) Adenoma hepático e ressecção cirúrgica.
  4. D) Hiperplasia nodular e focal e biópsia.

Pérola Clínica

Nódulo hepático assintomático com realce centrípeto e globuliforme na TC/RM = Hemangioma hepático → Seguimento clínico.

Resumo-Chave

O hemangioma hepático é a lesão benigna mais comum do fígado, frequentemente assintomática e descoberta incidentalmente. Seu padrão de realce característico na tomografia ou ressonância magnética (realce periférico nodular e centrípeto, com preenchimento progressivo) permite o diagnóstico sem biópsia, e a conduta é geralmente o seguimento clínico.

Contexto Educacional

Nódulos hepáticos são achados comuns em exames de imagem, e seu diagnóstico diferencial é amplo, variando de lesões benignas a malignas. O hemangioma hepático é a neoplasia benigna mais frequente do fígado, consistindo em uma malformação vascular. Geralmente é assintomático e descoberto incidentalmente, sendo mais comum em mulheres jovens. O diagnóstico do hemangioma hepático é predominantemente radiológico, com características altamente sugestivas em exames como ultrassonografia, tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (RM) com contraste. O padrão de realce típico na TC ou RM, com realce periférico nodular na fase arterial e preenchimento centrípeto progressivo nas fases tardias, é patognomônico e geralmente dispensa a necessidade de biópsia. A conduta para hemangiomas hepáticos assintomáticos e com diagnóstico por imagem claro é o seguimento clínico, sem necessidade de intervenção. A biópsia é geralmente contraindicada devido ao risco de sangramento. A ressecção cirúrgica é reservada para casos de hemangiomas gigantes que causam sintomas compressivos, dor intratável, ou em situações de incerteza diagnóstica onde não se pode excluir malignidade.

Perguntas Frequentes

Quais são as características radiológicas típicas de um hemangioma hepático na tomografia ou ressonância?

Na tomografia ou ressonância com contraste, o hemangioma hepático classicamente apresenta um realce periférico nodular na fase arterial, seguido por um preenchimento progressivo e centrípeto nas fases portal e tardia, tornando-se isodenso ou isointenso ao parênquima hepático adjacente. Pode ter aspecto globuliforme.

Qual a conduta indicada para um hemangioma hepático assintomático e com diagnóstico por imagem?

Para hemangiomas hepáticos assintomáticos e com diagnóstico por imagem típico, a conduta é o seguimento clínico. Não há necessidade de biópsia ou ressecção cirúrgica, a menos que o paciente desenvolva sintomas atribuíveis ao hemangioma ou haja incerteza diagnóstica.

Quais são os principais diagnósticos diferenciais de um nódulo hepático em uma mulher jovem?

Em mulheres jovens, os principais diagnósticos diferenciais de nódulos hepáticos incluem hemangioma, hiperplasia nodular focal (HNF) e adenoma hepático. O carcinoma hepatocelular é menos comum nessa faixa etária sem fatores de risco, mas deve ser considerado em casos atípicos.

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