FAMERP/HB - Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto - Hospital de Base (SP) — Prova 2021
Paciente de 46 anos realiza ultrassonografia de abdome de rotina, que revela uma lesão nodular hiperrefringente de 1,2 cm no segmeto cinco do lobo hepático direito. Na continuação da investigação é solicitada uma tomografia de abdome que revela um típico padrão de preenchimento nodular periférico da lesão e uma ressonância magnética, que mostra uma lesão hipodensa e hipointensa em T1 e hiperintensa em T2 com um preenchimento do contraste centrípeto. Sobre este caso, podemos afirmar que a conduta é:
Hemangioma hepático → Padrão de preenchimento centrípeto na TC/RM = acompanhamento clínico.
Hemangiomas hepáticos são as lesões benignas mais comuns do fígado. O diagnóstico é frequentemente incidental e baseado em achados de imagem característicos, como o preenchimento nodular periférico e centrípeto com contraste, que geralmente dispensa biópsia ou ressecção em lesões assintomáticas e típicas.
Hemangiomas hepáticos são as neoplasias benignas mais comuns do fígado, com prevalência de até 20% na população geral. Geralmente são descobertos incidentalmente em exames de imagem e são mais comuns em mulheres. Sua importância clínica reside na necessidade de diferenciá-los de lesões malignas, embora a maioria seja assintomática e não necessite de tratamento. O diagnóstico é predominantemente radiológico. Na ultrassonografia, aparecem como lesões hiperrefringentes. Na tomografia computadorizada e ressonância magnética com contraste, o padrão clássico é de realce nodular periférico na fase arterial, com preenchimento progressivo e centrípeto nas fases portal e tardia, tornando-se isodenso ou isointenso ao parênquima hepático. A ressonância magnética é particularmente útil, mostrando lesões hipointensas em T1 e marcadamente hiperintensas em T2. A conduta para hemangiomas hepáticos assintomáticos e com achados de imagem típicos é o acompanhamento clínico com exames de imagem periódicos para monitorar o tamanho. Biópsia ou ressecção cirúrgica são raramente indicadas, sendo consideradas apenas em casos de dúvida diagnóstica persistente, crescimento rápido, sintomas compressivos ou complicações como sangramento ou trombose, que são raras.
O hemangioma hepático classicamente apresenta-se como uma lesão hiperrefringente na ultrassonografia e, na tomografia ou ressonância, exibe um padrão de realce nodular periférico e centrípeto após a administração de contraste.
A biópsia hepática raramente é indicada para hemangiomas com achados de imagem típicos, pois o risco de sangramento é considerável. É reservada para casos atípicos ou quando há dúvida diagnóstica persistente após exames de imagem.
Para hemangiomas hepáticos incidentais, assintomáticos e com achados de imagem típicos, a conduta é o acompanhamento clínico com exames de imagem periódicos, sem necessidade de intervenção.
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