UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2024
Mulher, 32a, assintomática, retorna à Unidade Básica de Saúde para receber resultados de exames. Ultrassonografia abdominal: presença de nódulo hepático, homogêneo, hiperecogênico e com limites bem definidos, com cerca de 3,0cm de diâmetro no segmento II. Tomografia computadorizada de abdome: presença de lesão hipoatenuante na fase pré-contraste. Após a infusão do contraste endovenoso, observou-se realce inicialmente periférico, globuliforme e descontínuo, evoluindo para realce progressivamente centrípeto. Ao final do exame, o nódulo apresentou-se repleto de contraste, isodenso em relação ao parênquima adjacente. O DIAGNÓSTICO MAIS PROVÁVEL DESTE NÓDULO HEPÁTICO É:
Nódulo hepático com realce periférico globuliforme e centrípeto progressivo na TC é clássico de hemangioma.
O padrão de realce na tomografia computadorizada (TC) de um nódulo hepático, caracterizado por realce periférico, nodular/globuliforme e descontínuo na fase arterial, com preenchimento progressivo e centrípeto nas fases portal e tardia, tornando-se isodenso ao parênquima adjacente, é patognomônico de hemangioma hepático.
Nódulos hepáticos são achados comuns em exames de imagem, muitas vezes incidentais em pacientes assintomáticos. A diferenciação entre lesões benignas e malignas é crucial para o manejo adequado. O hemangioma hepático é o tumor benigno mais comum do fígado, mais prevalente em mulheres jovens e geralmente assintomático. O diagnóstico de hemangioma hepático é frequentemente feito por exames de imagem. Na ultrassonografia, tipicamente aparece como uma lesão hiperecogênica, homogênea e bem definida. No entanto, a tomografia computadorizada (TC) ou a ressonância magnética (RNM) com contraste são essenciais para confirmar o diagnóstico devido ao seu padrão de realce característico. Na TC com contraste, o hemangioma apresenta-se como uma lesão hipoatenuante na fase pré-contraste. Após a infusão do contraste, observa-se um realce inicialmente periférico, nodular ou globuliforme e descontínuo na fase arterial. Este realce progride de forma centrípeta (de fora para dentro) nas fases portal e tardia, até que a lesão se torna completamente preenchida e isodensa (com a mesma atenuação) em relação ao parênquima hepático adjacente. Este padrão de 'preenchimento progressivo e centrípeto' é considerado patognomônico para o diagnóstico de hemangioma hepático, permitindo, na maioria dos casos, evitar a necessidade de biópsia.
Na ultrassonografia, o hemangioma hepático tipicamente se apresenta como uma lesão homogênea, hiperecogênica, com limites bem definidos, embora possa haver variações dependendo do tamanho e da presença de fibrose ou calcificações.
Na TC com contraste, o hemangioma exibe um padrão de realce característico: hipoatenuação na fase pré-contraste, realce periférico nodular e descontínuo na fase arterial, seguido por preenchimento progressivo e centrípeto nas fases portal e tardia, tornando-se isodenso ao parênquima.
Os diagnósticos diferenciais de nódulo hepático incluem hiperplasia nodular focal (HNF), adenoma hepático, carcinoma hepatocelular (CHC), metástases e cistos. O padrão de realce nos exames de imagem é crucial para a diferenciação.
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