UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Mulher, 45 anos, com queixa de dor abdominal, realizou ultrassonografia (US) do abdome que evidenciou um nódulo em segmento IV do fígado. Tomografia computadorizada (TC) com estudo trifásico: lesão de 6 cm com captação periférica globuliforme em fase arterial e evolução centrípeta. A conduta mais adequada é:
TC: Captação periférica globuliforme + centrípeta = Hemangioma → Conduta conservadora/Observação.
O hemangioma é o tumor hepático benigno mais comum; seu padrão radiológico na TC trifásica é patognomônico e dispensa biópsia ou cirurgia na maioria dos casos.
O hemangioma hepático é uma neoplasia benigna de origem vascular. O caso descreve o achado clássico na tomografia computadorizada com estudo trifásico: realce periférico globuliforme na fase arterial com preenchimento centrípeto progressivo. Este padrão é altamente específico, permitindo o diagnóstico sem necessidade de procedimentos invasivos como a biópsia (que inclusive apresenta risco de sangramento em lesões vasculares). A conduta para hemangiomas assintomáticos, independentemente do tamanho (mesmo os > 5 cm, chamados de gigantes), é a observação clínica e acompanhamento por imagem, dada a natureza benigna e o baixíssimo risco de ruptura.
Na fase arterial, apresenta realce periférico, descontínuo e globuliforme. Nas fases subsequentes (portal e tardia), ocorre o preenchimento progressivo e centrípeto da lesão pelo contraste.
O tamanho isoladamente não é indicação cirúrgica. A intervenção (ressecção ou embolização) é reservada para casos francamente sintomáticos, complicações (Síndrome de Kasabach-Merritt) ou dúvida diagnóstica persistente.
Diferente do adenoma hepático, o hemangioma não tem uma relação causal forte estabelecida com o uso de anticoncepcionais orais, embora possam crescer durante a gestação.
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