Hemangioma Hepático: Diagnóstico e Conduta no Nódulo Incidental

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025

Enunciado

Mulher de 28 anos apresenta um nódulo hepático hiperecogênico, de aspecto homogêneo, de 3\ncm de diâmetro, evidenciado em US de abdome durante exames de rotina. AP: usuária de\nanticoncepcional. EF: IMC 28 Kg/m².\nA conduta é:

Alternativas

  1. A) Follow up.
  2. B) Ablação por radiofrequência.
  3. C) Resseção cirúrgica da lesão.
  4. D) Biópsia percutânea.

Pérola Clínica

Nódulo hepático hiperecogênico e homogêneo < 5cm em paciente assintomática (Hemangioma) → Observação/Follow-up.

Resumo-Chave

O hemangioma é o tumor benigno mais comum do fígado. Lesões pequenas, típicas e assintomáticas não requerem intervenção, apenas acompanhamento ou alta se estáveis.

Contexto Educacional

Os nódulos hepáticos incidentais tornaram-se comuns devido ao uso frequente de exames de imagem. O hemangioma cavernoso é a lesão benigna mais prevalente, composta por espaços vasculares revestidos por endotélio. Na maioria das vezes, a ultrassonografia é suficiente para o diagnóstico se a lesão for típica e o paciente não tiver fatores de risco para hepatocarcinoma ou metástases.\n\nEm casos de dúvida, a Ressonância Magnética (RM) com contraste primário ou específico (gadoxetato) é o melhor exame, mostrando o padrão de realce periférico descontínuo e centrípeto ('em pipoca'). Para lesões menores que 5 cm e estáveis, o acompanhamento clínico e ultrassonográfico periódico é a conduta padrão, oferecendo segurança ao paciente e evitando procedimentos invasivos desnecessários.

Perguntas Frequentes

Quais as características ultrassonográficas do hemangioma hepático?

O hemangioma hepático tipicamente se apresenta na ultrassonografia como um nódulo hiperecogênico (mais brilhante que o parênquima), homogêneo, com limites bem definidos e sem halo periférico. Geralmente mede menos de 3 cm e é um achado incidental em pacientes assintomáticos sem história de doença hepática crônica ou neoplasia primária.

Quando o uso de anticoncepcionais deve influenciar a conduta em nódulos hepáticos?

O uso de anticoncepcionais orais (ACO) é um fator de risco clássico para o Adenoma Hepático, não para o hemangioma. Se o nódulo tiver características de adenoma (geralmente iso ou hipoecoico, heterogêneo), a suspensão do ACO é mandatória. No caso do hemangioma típico, a relação com ACO é menos relevante para a conduta imediata, que permanece conservadora.

Quando um hemangioma hepático deve ser operado?

A cirurgia (resseção ou enucleação) para hemangioma hepático é raramente indicada. Ela é reservada para casos de sintomas compressivos importantes (dor persistente, saciedade precoce), complicações raras como ruptura ou síndrome de Kasabach-Merritt (consumo de plaquetas), ou quando há dúvida diagnóstica persistente com suspeita de malignidade após exames de imagem avançados (RM).

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