UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2021
Paciente de 30 anos procura assistência médica, após ter sido informada de que é portadora de um nódulo no fígado. Ela sempre gozou de boa saúde, não tem antecedentes pessoais ou familiares relevantes e tem hábitos de vida saudáveis. Como está decidida a engravidar, procura aconselhamento sobre a melhor conduta em face da recém-conhecida doença hepática. O exame físico é normal. Traz os seguintes exames de imagem: ultrassonografia, que evidencia nódulo hiperecogênico, único, bem delimitado, medindo seis centímetros, localizado no segmento VI do fígado; uma ressonância magnética, que confirma a situação e o tamanho do nódulo, com destaque para um hipersinal da lesão em T2. Diante dessa situação, a paciente deve ser
Nódulo hepático assintomático com características de hemangioma em RM (hipersinal T2) não contraindica gravidez; conduta é observação.
Em pacientes jovens com nódulos hepáticos assintomáticos e características radiológicas benignas (como hemangioma), a conduta conservadora é a mais adequada. A gravidez, na maioria dos casos, não representa um risco significativo de complicação para essas lesões, permitindo que a paciente seja tranquilizada e mantida em observação clínica.
Nódulos hepáticos são achados comuns, e a maioria é benigna. O hemangioma hepático é a lesão benigna mais frequente do fígado, especialmente em mulheres jovens. Sua importância clínica reside na diferenciação de lesões malignas e na tranquilização do paciente, especialmente em situações como a gravidez. A epidemiologia mostra que são mais comuns em mulheres e podem ser descobertos incidentalmente em exames de imagem. A fisiopatologia dos hemangiomas envolve malformações vasculares, e seu diagnóstico é primariamente radiológico. A ultrassonografia e, principalmente, a ressonância magnética com contraste são cruciais para caracterizar a lesão, identificando padrões típicos que dispensam biópsia. O hipersinal em T2 na RM é um achado chave. Deve-se suspeitar de lesões benignas em pacientes assintomáticos sem fatores de risco para doença hepática crônica ou malignidade. O tratamento de hemangiomas é conservador na vasta maioria dos casos. A gravidez não é uma contraindicação, pois o risco de complicações é baixo. A observação clínica e, se necessário, exames de imagem de controle são suficientes. Intervenções cirúrgicas são reservadas para casos sintomáticos, de crescimento rápido ou com incerteza diagnóstica após exames não invasivos.
O hemangioma hepático tipicamente se apresenta como uma lesão hiperecogênica na ultrassonografia e com hipersinal intenso em T2 na ressonância magnética, com realce periférico nodular e progressivo no estudo dinâmico com contraste.
Na maioria dos casos, um hemangioma hepático não contraindica a gravidez. Complicações como ruptura ou crescimento significativo são raras, e a conduta geralmente é expectante, com acompanhamento clínico e radiológico.
Para nódulos hepáticos com características radiológicas de benignidade (ex: hemangioma, hiperplasia nodular focal) em pacientes assintomáticas, a conduta é geralmente a observação clínica e radiológica periódica, sem necessidade de intervenção cirúrgica ou biópsia.
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