CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2018
Assinale a alternativa correta quanto ao hemangioma circunscrito da coroide:
Hemangioma de Coroide → Lesão alaranjada no polo posterior com ALTA refletividade interna na USG.
O hemangioma circunscrito de coroide localiza-se preferencialmente no polo posterior e se diferencia do melanoma pela sua alta refletividade interna e ausência de escavação coroidiana.
O hemangioma circunscrito de coroide é um tumor vascular benigno, hamartomatoso, que deve ser diferenciado do hemangioma difuso (associado à Síndrome de Sturge-Weber). Ao contrário do melanoma, ele não possui potencial de metástase nem de transformação maligna. O diagnóstico baseia-se na fundoscopia, USG e angiografia fluoresceínica/indocianina verde. Na angiografia com indocianina verde, o hemangioma mostra um preenchimento vascular muito rápido ('wash-in') e um clareamento também rápido ('wash-out') nas fases tardias, o que é patognomônico. O manejo foca na preservação da visão central, controlando a exsudação sub-retiniana que é a principal causa de morbidade ocular.
O hemangioma circunscrito de coroide localiza-se quase exclusivamente no polo posterior do olho, geralmente temporal à fóvea ou ao disco óptico. Clinicamente, apresenta-se como uma massa cupuliforme, de coloração vermelho-alaranjada, com bordas mal definidas. Essa localização é clinicamente relevante porque o tumor frequentemente causa baixa visual devido ao desenvolvimento de descolamento de retina exsudativo secundário, edema macular cistoide ou alteração degenerativa do epitélio pigmentado da retina sobrejacente.
A ultrassonografia (USG) é a ferramenta diagnóstica mais importante. No Modo A, o hemangioma de coroide exibe uma refletividade interna alta e uniforme (geralmente entre 60% e 100%), devido às múltiplas interfaces criadas pelos canais vasculares. Já o melanoma de coroide apresenta baixa a média refletividade interna (formação do ângulo kappa) devido à sua estrutura celular densa e homogênea. No Modo B, o hemangioma é uma lesão sólida cupuliforme, sem a 'escavação de coroide' ou o 'vazio acústico' típicos do melanoma.
O tratamento só é indicado se houver ameaça à visão, geralmente por fluido sub-retiniano. Atualmente, a Terapia Fotodinâmica (PDT) com verteporfina é considerada o tratamento de eleição, pois consegue promover a oclusão dos canais vasculares do tumor e a reabsorção do fluido com mínimo dano à retina sobrejacente. Outras opções incluem a fotocoagulação a laser (menos usada hoje) e a braquiterapia em casos resistentes. A remoção cirúrgica por vitrectomia não é o tratamento padrão devido ao alto risco de hemorragia intraocular grave.
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