CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020
Paciente, sexo masculino, 55 anos, ao ser questionado em consulta oftalmológica sobre o seu histórico de saúde, relata um tumor no fígado que seu médico disse ser benigno. Entre os tumores hepáticos benignos citados, o mais comum é:
Hemangioma cavernoso = tumor hepático benigno mais comum, geralmente assintomático.
O hemangioma cavernoso é o tumor hepático benigno mais comum, frequentemente descoberto incidentalmente em exames de imagem. Geralmente é assintomático e não requer tratamento, a menos que seja muito grande, cause sintomas ou haja incerteza diagnóstica.
Os tumores hepáticos benignos são achados comuns em exames de imagem abdominal, frequentemente descobertos incidentalmente. Entre eles, o hemangioma cavernoso é, de longe, o mais prevalente, representando a lesão hepática benigna mais comum. Sua importância clínica reside principalmente na necessidade de diferenciá-lo de lesões malignas e de outros tumores benignos que podem ter implicações terapêuticas distintas. O hemangioma cavernoso é uma malformação vascular congênita, composta por espaços vasculares dilatados revestidos por endotélio. Geralmente, são lesões solitárias e pequenas, assintomáticas, mas podem crescer e, raramente, causar sintomas como dor abdominal ou sensação de plenitude. O diagnóstico é tipicamente feito por ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que mostram um padrão de realce característico: realce periférico nodular precoce com preenchimento centrípeto progressivo nas fases tardias. Na maioria dos casos, hemangiomas não requerem tratamento, apenas acompanhamento se houver dúvida diagnóstica ou se forem muito grandes. É crucial diferenciá-los de outras lesões benignas, como a hiperplasia nodular focal (HNF), que possui uma cicatriz central típica, e o adenoma hepático, que, embora benigno, apresenta risco de sangramento e transformação maligna, especialmente em mulheres em uso de contraceptivos orais, exigindo manejo mais agressivo.
Em exames de imagem como ultrassonografia, tomografia ou ressonância, o hemangioma tipicamente aparece como uma lesão bem delimitada, com realce periférico nodular e progressivo para o centro nas fases tardias.
A maioria dos hemangiomas é assintomática e não requer tratamento. Intervenção pode ser considerada para lesões muito grandes (>5-10 cm) que causam sintomas, ou em casos de crescimento rápido ou incerteza diagnóstica.
Os principais diagnósticos diferenciais incluem hiperplasia nodular focal (HNF) e adenoma hepático. A HNF possui uma cicatriz central característica, enquanto o adenoma pode ter risco de sangramento e malignização.
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