HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2025
As helmintíases transmitidas pelo solo são um problema de saúde pública mundial. São causadas por um grupo de parasitas intestinais transmitidos por contaminação fecal do solo. Em relação às helmintíases, são recomendações da OMS: I. realizar o rastreamento individual anual. II. tratamento comunitário empírico anual onde a prevalência esteja entre 20% e 50% da população. III. tratamento duas vezes por ano em áreas com mais de 50% da população. É correto o que se afirma, apenas, em
OMS HTS: Tratamento em massa anual para prevalência 20-50%; duas vezes/ano para >50%. Rastreamento individual NÃO é recomendado.
A OMS recomenda o tratamento preventivo em larga escala (desparasitação em massa) para helmintíases transmitidas pelo solo, com frequência anual ou semestral dependendo da prevalência na comunidade, em vez de rastreamento individual.
As helmintíases transmitidas pelo solo (HTS) são um grupo de infecções parasitárias intestinais causadas por nematódeos como Ascaris lumbricoides (lombriga), Trichuris trichiura (tricuríase) e ancilostomídeos (Ancylostoma duodenale e Necator americanus). Essas infecções são amplamente distribuídas globalmente, especialmente em regiões tropicais e subtropicais com saneamento básico deficiente, afetando principalmente crianças e populações vulneráveis. As HTS podem levar a anemia, desnutrição, retardo no crescimento e desenvolvimento cognitivo, impactando significativamente a saúde pública. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estabeleceu diretrizes para o controle das HTS, focando em estratégias de tratamento preventivo em larga escala, também conhecido como desparasitação em massa. Essa abordagem visa reduzir a carga parasitária na comunidade e prevenir a morbidade associada, sem a necessidade de rastreamento individual prévio, que seria impraticável e custoso em larga escala. Os medicamentos recomendados são o albendazol e o mebendazol, que são seguros e eficazes. As recomendações da OMS para a frequência do tratamento dependem da prevalência das HTS na população. Em áreas onde a prevalência está entre 20% e 50%, o tratamento comunitário empírico anual é recomendado. Para áreas com prevalência superior a 50% da população, a OMS preconiza o tratamento duas vezes por ano. O rastreamento individual anual não é uma recomendação da OMS para o controle de HTS em programas de saúde pública, pois a estratégia é baseada na prevalência populacional e no tratamento em massa dos grupos de risco.
HTS são infecções causadas por parasitas intestinais (como Ascaris lumbricoides, Trichuris trichiura e ancilostomídeos) transmitidos por ovos presentes em solo contaminado com fezes humanas.
A principal estratégia é o tratamento preventivo em larga escala (desparasitação em massa) com medicamentos como albendazol ou mebendazol, direcionado a grupos de risco em áreas endêmicas, sem a necessidade de diagnóstico individual prévio.
A frequência depende da prevalência: tratamento anual em áreas com prevalência entre 20% e 50%, e duas vezes por ano em áreas com prevalência superior a 50% da população.
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