HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2022
A instituição de medidas e práticas preventivas na atenção primária à saúde são de grande relevância na redução da morbimortalidade. Nesse sentido, a infecção crônica pelo Helicobacter pylori aumenta a chance do
Infecção crônica por H. pylori ↑ risco de adenocarcinoma gástrico e linfoma MALT.
A infecção crônica pelo Helicobacter pylori é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico, sendo classificada como carcinógeno tipo I pela OMS. Sua erradicação é uma medida preventiva primária crucial, especialmente em áreas de alta prevalência ou em pacientes com histórico familiar de câncer gástrico.
A infecção pelo Helicobacter pylori é uma das infecções bacterianas crônicas mais comuns no mundo, afetando cerca de metade da população global. Na atenção primária à saúde, a identificação e o manejo dessa infecção são cruciais devido à sua associação com diversas patologias gastrointestinais, incluindo úlceras pépticas, gastrite crônica e, mais notavelmente, o câncer gástrico. A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o H. pylori como um carcinógeno tipo I. A fisiopatologia da oncogênese induzida por H. pylori envolve a indução de inflamação crônica, atrofia da mucosa gástrica, metaplasia intestinal e displasia, que são estágios progressivos no desenvolvimento do adenocarcinoma gástrico. Cepas de H. pylori que expressam a citotoxina CagA e a vacuolizante VacA são particularmente virulentas e associadas a um risco aumentado de câncer. O diagnóstico da infecção pode ser feito por métodos invasivos (biópsia com teste da urease, histopatologia) ou não invasivos (teste respiratório da ureia, pesquisa de antígeno fecal, sorologia). A erradicação do H. pylori é a principal medida preventiva para o câncer gástrico em pacientes infectados, especialmente aqueles com histórico familiar de câncer gástrico ou lesões pré-malignas. O tratamento consiste em terapia tripla ou quádrupla com antibióticos e inibidores da bomba de prótons. A vigilância endoscópica pode ser indicada para pacientes com lesões pré-malignas estabelecidas. A redução da morbimortalidade por câncer gástrico passa, em grande parte, pela conscientização e manejo adequado da infecção por H. pylori na atenção primária.
A principal doença maligna associada à infecção crônica por Helicobacter pylori é o adenocarcinoma gástrico. Além disso, o H. pylori também está fortemente ligado ao linfoma MALT (linfoma de tecido linfoide associado à mucosa) gástrico.
A erradicação do H. pylori remove o agente etiológico que induz inflamação crônica e atrofia gástrica, precursores do câncer. Em pacientes sem lesões pré-malignas avançadas, a erradicação pode reduzir significativamente o risco de desenvolvimento de adenocarcinoma gástrico.
Além da infecção por H. pylori, outros fatores de risco para câncer gástrico incluem dieta rica em sal e alimentos defumados, tabagismo, alcoolismo, histórico familiar de câncer gástrico, anemia perniciosa e gastrite atrófica autoimune.
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