HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2023
Assinale a alternativa que contempla o tratamento de escolha para a infecção pelo H. pylori: (IV CONSENSO BRASILEIRO SOBRE A INFECÇÃO POR HELICOBACTER PYLORI - 2018)
Tratamento H. pylori (IV Consenso) = IBP 2x/dia + Claritromicina 500mg 2x/dia + Amoxicilina 1g 2x/dia por 14 dias.
O IV Consenso Brasileiro sobre a Infecção por Helicobacter pylori (2018) recomenda a terapia tríplice padrão como primeira linha, que consiste em um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose dupla, claritromicina 500 mg duas vezes ao dia e amoxicilina 1 g duas vezes ao dia, por um período de 14 dias. A duração de 14 dias tem demonstrado maior taxa de erradicação em comparação com 7 dias, especialmente em regiões com maior resistência à claritromicina.
A infecção por Helicobacter pylori é uma das infecções bacterianas crônicas mais comuns no mundo, associada a diversas doenças gastroduodenais, como gastrite crônica, úlcera péptica e câncer gástrico. A erradicação da bactéria é fundamental para o tratamento e prevenção dessas condições, melhorando a qualidade de vida dos pacientes e reduzindo riscos a longo prazo. O IV Consenso Brasileiro sobre a Infecção por Helicobacter pylori (2018) atualizou as recomendações de tratamento, visando otimizar as taxas de erradicação e combater a crescente resistência antimicrobiana. A terapia de primeira linha recomendada é a terapia tríplice padrão, que combina um inibidor de bomba de prótons (IBP) em dose dupla com dois antibióticos: claritromicina e amoxicilina. A duração do tratamento é um fator crítico para o sucesso, sendo atualmente recomendados 14 dias para a terapia tríplice. A escolha das doses e a adesão do paciente são essenciais. Em caso de falha terapêutica, outras opções como a terapia quádrupla ou regimes baseados em sensibilidade devem ser consideradas, destacando a importância de uma abordagem individualizada e a vigilância da resistência antimicrobiana.
As principais indicações incluem úlcera péptica (gástrica ou duodenal), linfoma MALT gástrico, gastrite atrófica, dispepsia funcional (após exclusão de outras causas) e prevenção de câncer gástrico em grupos de risco, como familiares de primeiro grau de pacientes com câncer gástrico.
A duração do tratamento influencia diretamente a taxa de erradicação. Estudos mostram que regimes de 14 dias são mais eficazes que os de 7 ou 10 dias, especialmente em regiões com alta prevalência de resistência à claritromicina, otimizando o sucesso terapêutico.
Em caso de falha da terapia tríplice, pode-se optar por terapias quádruplas (com bismuto ou sem bismuto), terapia concomitante, terapia sequencial ou terapia guiada por cultura e antibiograma, dependendo do perfil de resistência local e da história prévia de tratamento do paciente.
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