UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Homem de 30 anos apresenta dispepsia e nenhum sinal de alarme. Ele não fez uso recente de antibióticos, bismuto ou inibidores da bomba de prótons. O médico decide investigar a presença de Helicobacter pylori. O método diagnóstico mais apropriado é:
Dispepsia sem sinais de alarme em jovens → Teste respiratório da ureia (padrão-ouro não invasivo).
O teste respiratório da ureia é o método não invasivo mais acurado para detectar infecção ativa por H. pylori, sendo a escolha na estratégia 'testar e tratar'.
O Helicobacter pylori é o principal agente etiológico de úlceras pépticas e adenocarcinoma gástrico. O manejo da dispepsia em pacientes jovens foca na erradicação da bactéria para alívio de sintomas e prevenção de complicações. O teste respiratório com ureia marcada é considerado o padrão-ouro para diagnóstico não invasivo e também para confirmação da erradicação pós-tratamento. A sorologia, embora disponível, caiu em desuso por não confirmar infecção atual. O teste de antígeno fecal é uma alternativa válida ao teste respiratório, mas este último é frequentemente preferido pela facilidade de execução e aceitação do paciente.
Em pacientes com menos de 40-45 anos (dependendo da região) e sem sinais de alarme (perda de peso, anemia, disfagia), a endoscopia digestiva alta (EDA) não é necessária de imediato. O teste respiratório é altamente sensível e específico, menos invasivo e mais barato, permitindo a estratégia 'test-and-treat'.
O paciente ingere ureia marcada com um isótopo de carbono (C13 ou C14). Se o H. pylori estiver presente, sua enzima urease quebra a ureia, liberando amônia e CO2 marcado. O CO2 marcado é absorvido pelo sangue e exalado pelos pulmões, sendo detectado na análise do ar expirado.
Inibidores da Bomba de Prótons (IBPs) devem ser suspensos por pelo menos 2 semanas, e antibióticos ou compostos de bismuto por pelo menos 4 semanas antes do teste, para evitar resultados falso-negativos devido à supressão temporária da bactéria.
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