HMAR - Hospital Memorial Arthur Ramos (AL) — Prova 2020
O índice cardíaco é baixo e a resistência vascular periférica é elevada na hantavirose que manifesta na fase cardiopulmonar, o oposto do que se observa no choque séptico. Devido à sua gravidade, há mais risco de óbitos nesta fase. Podemos apenas concordar que:
Hantavirose (SCPH) → baixo índice cardíaco, alta RVP. Comprometimento renal é possível, mas mais grave em FHSR (não no Brasil).
A hantavirose, especialmente a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH) predominante no Brasil, cursa com disfunção miocárdica e aumento da resistência vascular. Embora o comprometimento renal seja mais característico da Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR), causada por outros genótipos de hantavírus, a insuficiência renal aguda pode ocorrer na SCPH, geralmente de forma leve a moderada.
A hantavirose é uma zoonose viral transmitida por roedores, que se manifesta clinicamente de duas formas principais: a Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus (SCPH), predominante nas Américas, e a Febre Hemorrágica com Síndrome Renal (FHSR), mais comum na Europa e Ásia. A questão aborda a SCPH, caracterizada por uma fase cardiopulmonar grave com baixo índice cardíaco e resistência vascular periférica elevada, um perfil hemodinâmico distinto do choque séptico. Na SCPH, a principal causa de morbimortalidade é o edema pulmonar não cardiogênico e o choque cardiogênico, levando à insuficiência respiratória aguda grave. Embora a FHSR seja classicamente associada a um comprometimento renal mais severo, com insuficiência renal aguda (IRA) grave e hemorragias, é importante reconhecer que a SCPH também pode cursar com algum grau de disfunção renal. O comprometimento renal na SCPH, quando presente, tende a ser de leve a moderado, mas a IRA pode ocorrer e deve ser monitorada. A distinção entre os genótipos de hantavírus e suas manifestações clínicas é crucial para o diagnóstico e manejo adequados, especialmente em regiões endêmicas. O reconhecimento precoce dos sinais e sintomas, juntamente com o suporte intensivo, são fundamentais para melhorar o prognóstico desses pacientes.
Na fase cardiopulmonar, a hantavirose (SCPH) cursa com edema pulmonar não cardiogênico, choque cardiogênico (baixo índice cardíaco, alta RVP) e, frequentemente, insuficiência respiratória grave, necessitando de suporte ventilatório.
A SCPH, comum nas Américas, afeta principalmente pulmões e coração, causando insuficiência respiratória. A FHSR, comum na Ásia/Europa, causa febre, hemorragias e insuficiência renal grave, sendo causada por diferentes genótipos de hantavírus.
Na hantavirose brasileira (SCPH), o comprometimento renal pode ocorrer, geralmente de leve a moderado, mas a insuficiência renal aguda grave é mais característica da FHSR, causada por hantavírus de outras regiões.
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