Hantavirose: Achados Radiológicos e Derrame Pleural

HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020

Enunciado

A hantavirose manifesta na fase cardiopulmonar pelo início da tosse, que em geral é seca, mas, em alguns casos, pode ser produtiva, acompanhada por taquicardia, taquidispneia e hipoxemia. Apenas um item se mostra correto, assinale-o:

Alternativas

  1. A) Derrame pleural, principalmente bilateral, de pequena magnitude, é comum. 
  2. B) Tais manifestações podem ser seguidas por uma lenta evolução para edema pulmonar não cardiogênico, hipotensão arterial e colapso circulatório. 
  3. C) Na radiografia do tórax, observa-se infiltrado intersticial difuso bilateral que rapidamente evolui com enchimento alveolar, raramente nos hilos e nas bases pulmonares. 
  4. D) A área cardíaca é aumentada. 

Pérola Clínica

Hantavirose (fase cardiopulmonar) → derrame pleural bilateral de pequena magnitude é achado comum.

Resumo-Chave

Na fase cardiopulmonar da hantavirose, o derrame pleural, geralmente bilateral e de pequena magnitude, é um achado radiológico comum. A doença progride para edema pulmonar não cardiogênico e choque, com infiltrados intersticiais difusos que evoluem para consolidação alveolar.

Contexto Educacional

A hantavirose, ou Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), é uma zoonose grave transmitida por roedores, caracterizada por uma fase prodrômica inespecífica seguida por uma rápida progressão para a fase cardiopulmonar. Esta fase é marcada por um aumento da permeabilidade capilar pulmonar, levando a edema pulmonar não cardiogênico e choque cardiogênico. A alta letalidade da doença exige reconhecimento e manejo rápidos. Clinicamente, a fase cardiopulmonar se manifesta com tosse, taquicardia, taquidispneia e hipoxemia progressiva. Radiograficamente, os achados são cruciais para o diagnóstico e acompanhamento. É comum observar infiltrados intersticiais difusos bilaterais que evoluem rapidamente para consolidação alveolar, predominantemente nas bases e regiões perihilares. Um achado característico e frequentemente testado é o derrame pleural, que é tipicamente bilateral e de pequena a moderada magnitude. É importante diferenciar o edema pulmonar da hantavirose de outras causas, pois ele é de origem não cardiogênica, ou seja, a área cardíaca geralmente não está aumentada. O manejo é de suporte, com foco na ventilação mecânica e suporte hemodinâmico. O conhecimento desses achados é fundamental para o diagnóstico diferencial em regiões endêmicas e para a correta interpretação de exames de imagem.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais manifestações clínicas da fase cardiopulmonar da hantavirose?

A fase cardiopulmonar da hantavirose é caracterizada por tosse (seca ou produtiva), taquicardia, taquidispneia, hipoxemia e pode progredir para edema pulmonar não cardiogênico, hipotensão e choque.

Como se apresenta o derrame pleural na hantavirose?

O derrame pleural na hantavirose é um achado comum, geralmente bilateral e de pequena a moderada magnitude, refletindo o aumento da permeabilidade capilar pulmonar.

Quais são os achados radiográficos típicos da hantavirose?

Inicialmente, podem ser observados infiltrados intersticiais difusos bilaterais, que rapidamente evoluem para enchimento alveolar, predominantemente nas bases e regiões perihilares, além do derrame pleural. A área cardíaca geralmente não está aumentada.

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