HCAL - Hospital da Criança de Alagoas — Prova 2020
A hantavirose manifesta na fase cardiopulmonar pelo início da tosse, que em geral é seca, mas, em alguns casos, pode ser produtiva, acompanhada por taquicardia, taquidispneia e hipoxemia. Apenas um item se mostra correto, assinale-o:
Hantavirose (fase cardiopulmonar) → derrame pleural bilateral de pequena magnitude é achado comum.
Na fase cardiopulmonar da hantavirose, o derrame pleural, geralmente bilateral e de pequena magnitude, é um achado radiológico comum. A doença progride para edema pulmonar não cardiogênico e choque, com infiltrados intersticiais difusos que evoluem para consolidação alveolar.
A hantavirose, ou Síndrome Pulmonar por Hantavírus (SPH), é uma zoonose grave transmitida por roedores, caracterizada por uma fase prodrômica inespecífica seguida por uma rápida progressão para a fase cardiopulmonar. Esta fase é marcada por um aumento da permeabilidade capilar pulmonar, levando a edema pulmonar não cardiogênico e choque cardiogênico. A alta letalidade da doença exige reconhecimento e manejo rápidos. Clinicamente, a fase cardiopulmonar se manifesta com tosse, taquicardia, taquidispneia e hipoxemia progressiva. Radiograficamente, os achados são cruciais para o diagnóstico e acompanhamento. É comum observar infiltrados intersticiais difusos bilaterais que evoluem rapidamente para consolidação alveolar, predominantemente nas bases e regiões perihilares. Um achado característico e frequentemente testado é o derrame pleural, que é tipicamente bilateral e de pequena a moderada magnitude. É importante diferenciar o edema pulmonar da hantavirose de outras causas, pois ele é de origem não cardiogênica, ou seja, a área cardíaca geralmente não está aumentada. O manejo é de suporte, com foco na ventilação mecânica e suporte hemodinâmico. O conhecimento desses achados é fundamental para o diagnóstico diferencial em regiões endêmicas e para a correta interpretação de exames de imagem.
A fase cardiopulmonar da hantavirose é caracterizada por tosse (seca ou produtiva), taquicardia, taquidispneia, hipoxemia e pode progredir para edema pulmonar não cardiogênico, hipotensão e choque.
O derrame pleural na hantavirose é um achado comum, geralmente bilateral e de pequena a moderada magnitude, refletindo o aumento da permeabilidade capilar pulmonar.
Inicialmente, podem ser observados infiltrados intersticiais difusos bilaterais, que rapidamente evoluem para enchimento alveolar, predominantemente nas bases e regiões perihilares, além do derrame pleural. A área cardíaca geralmente não está aumentada.
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