Hanseníase Virchowiana: Diferenciais de Lesões Cutâneas

HSC - Hospital Samaritano Campinas (SP) — Prova 2024

Enunciado

Paciente masculino, 30 anos, buscou atendimento por lesões dermatológicas que vêm progredindo nos últimos seis meses, não pruriginosas, presentes na imagem a seguir: Entre os diferenciais a considerar para o caso, estão:

Alternativas

  1. A) Hanseníase tuberculoide, sífilis secundária e molusco contagioso
  2. B) Hanseníase dimorfa, líquen plano e neurofibromatose
  3. C) Hanseníase históide, lúpus discoide e dermatite herpetiforme
  4. D) Hanseníase virchowiana, neurofibromatose e queloide

Pérola Clínica

Lesões nodulares/placas não pruriginosas crônicas: considerar Hanseníase virchowiana, Neurofibromatose, Queloide.

Resumo-Chave

A hanseníase virchowiana (lepromatosa) apresenta lesões cutâneas difusas, nódulos e placas, frequentemente não pruriginosas. Neurofibromas e queloides também são diferenciais importantes para lesões nodulares e elevadas, que podem ser assintomáticas ou pouco pruriginosas.

Contexto Educacional

O diagnóstico diferencial de lesões dermatológicas crônicas e não pruriginosas é um desafio comum na prática clínica, especialmente em regiões onde doenças infecciosas como a hanseníase ainda são prevalentes. A hanseníase virchowiana (lepromatosa) é uma forma multibacilar da doença, caracterizada por uma resposta imune deficiente, resultando em lesões cutâneas difusas, nódulos (lepromas), pápulas e placas, que podem progredir lentamente ao longo de meses ou anos. Outras condições que podem apresentar lesões nodulares ou placas não pruriginosas incluem a neurofibromatose, que se manifesta com neurofibromas cutâneos (tumores benignos de nervos periféricos) e manchas café com leite, e os queloides, que são cicatrizes hipertróficas que se estendem além dos limites da lesão original. É fundamental uma anamnese detalhada, exame físico minucioso e, muitas vezes, biópsia de pele para confirmar o diagnóstico. É importante considerar o contexto epidemiológico e a história clínica do paciente. A hanseníase, por exemplo, deve ser sempre lembrada em pacientes com lesões cutâneas crônicas, especialmente se houver alterações de sensibilidade associadas, mesmo que sutis. O tratamento adequado e precoce é essencial para evitar sequelas e interromper a cadeia de transmissão.

Perguntas Frequentes

Quais são as características das lesões cutâneas na hanseníase virchowiana?

Na hanseníase virchowiana, as lesões cutâneas são geralmente difusas, simétricas e podem incluir máculas, pápulas, nódulos (lepromas) e placas. A pele pode parecer infiltrada e brilhante, e as lesões tendem a ser não pruriginosas, com perda de sensibilidade menos proeminente que na forma tuberculoide.

Como a neurofibromatose se manifesta na pele?

A neurofibromatose (especialmente tipo 1) manifesta-se na pele por múltiplas manchas café com leite, efélides axilares e inguinais (sinal de Crowe) e neurofibromas cutâneos, que são tumores benignos dos nervos periféricos, variando de pápulas a nódulos moles e pediculados.

Qual a diferença entre queloide e cicatriz hipertrófica?

O queloide é uma proliferação excessiva de tecido cicatricial que se estende além dos limites da lesão original, enquanto a cicatriz hipertrófica permanece dentro desses limites. Queloides são mais firmes, podem ser pruriginosos ou dolorosos e têm maior tendência à recorrência após excisão.

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