Hanseníase Virchowiana: Diagnóstico e Reação Tipo 2

SISE-SUS/TO - Sistema de Saúde do Tocantins — Prova 2020

Enunciado

Paciente sexo feminino, 27 anos, ""do lar"", procura o CSC queixando-se de febre há 1 dia, mal-estar, anorexia, artralgia, cãibras e formigamento nas mãos. Relata aparecimento rápido de caroços doloridos no corpo. Afirma que tem sinusite de longa data. Mora com a mãe, esposo e seus filhos, de 6 e 3 anos, em casa própria de alvenaria e com saneamento básico. Ao exame, encontra-se prostrada, febril, apresentando placas eritematosas, infiltradas, com bordas mal definidas, associadas a nódulos eritematosos subcutâneos com elevação de temperatura, madarose, lesões da mucosa nasal e borda medial da palma da mão direita com redução da sensibilidade para o frio, espessamento dos nervos ulnar direito, radial cutâneo esquerdo e fibular superficial direito. Qual o provável diagnóstico desta pessoa?

Alternativas

  1. A) Hanseníase Indeterminada, reação tipo 1
  2. B) Hanseníase Tuberculóide, reação tipo 2
  3. C) Hanseníase Dimorfa, reação tipo 1
  4. D) Hanseníase Virchowiana, reação tipo 2

Pérola Clínica

Hanseníase Virchowiana + febre, mal-estar, nódulos dolorosos → Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico).

Resumo-Chave

A Hanseníase Virchowiana é a forma multibacilar com alta carga bacilar. A Reação Tipo 2, ou eritema nodoso hansênico, é uma complicação inflamatória aguda comum nessa forma, manifestando-se com febre, mal-estar, artralgia e nódulos subcutâneos dolorosos.

Contexto Educacional

A Hanseníase Virchowiana é a forma multibacilar da doença causada pelo Mycobacterium leprae, caracterizada por alta carga bacilar e lesões cutâneas difusas, simétricas e infiltradas. É clinicamente importante devido ao seu potencial de transmissão e às reações hansênicas, que são episódios inflamatórios agudos que podem causar danos neurais permanentes. O diagnóstico baseia-se em achados clínicos como madarose (perda de pelos na sobrancelha), lesões de mucosa nasal, espessamento de nervos periféricos e placas eritematosas. A Reação Tipo 2, ou eritema nodoso hansênico, é uma complicação imunológica aguda, manifestando-se com febre, mal-estar, artralgia e nódulos subcutâneos dolorosos, indicando a forma Virchowiana. O tratamento da Hanseníase Virchowiana envolve politerapia medicamentosa. As reações hansênicas requerem manejo específico, sendo a Reação Tipo 2 tratada com corticosteroides e talidomida, visando controlar a inflamação e prevenir danos neurais permanentes. O reconhecimento e tratamento precoces são cruciais para evitar sequelas.

Perguntas Frequentes

Quais são os sinais clínicos da Hanseníase Virchowiana?

A Hanseníase Virchowiana manifesta-se com lesões cutâneas difusas e simétricas, madarose, lesões de mucosa nasal, espessamento de nervos periféricos e, frequentemente, reações hansênicas.

Como diferenciar a Reação Tipo 1 da Reação Tipo 2 na hanseníase?

A Reação Tipo 1 (reversa) é uma hipersensibilidade tipo IV, com inflamação de lesões preexistentes e nervos. A Reação Tipo 2 (eritema nodoso hansênico) é uma hipersensibilidade tipo III, com nódulos subcutâneos dolorosos, febre e mal-estar, comum na forma Virchowiana.

Qual o tratamento para a Reação Tipo 2 na hanseníase?

O tratamento da Reação Tipo 2 envolve corticosteroides para controlar a inflamação. Em casos graves ou refratários, a talidomida é a droga de escolha, com precauções devido à teratogenicidade.

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