Hanseníase: Entenda as Reações Hansênicas e Seu Manejo

SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2025

Enunciado

A Hanseníase e é uma doença infecciosa de evolução crónica que, embora, curável, ainda permanece endémica no Brasil. Sobre o Hanseníase, assinale a alternativa correta:

Alternativas

  1. A) A transmissão do M. Leprae ocorre por contato direto de pessoa a pessoa e o período de incubação dura de 6 meses a 2 anos.
  2. B) O M. Leprae afeta primariamente os nervos periféricos e a pele, podendo usar respiratório, linfonodos, órgãos internos abdominais e poupa os olhos.
  3. C) Casos de hanseníase em menores de 15 anos indicam transmissão vertical ao nascer.
  4. D) As reações hansénicas são episódios inflamatórios classificados em tipo 1 ou reação reversa e tipo 2 ou eritema nodoso.
  5. E) A detecção de anticorpos anti-PGL-1 é uma ferramenta diagnóstica e pode ser utilizada como ferramenta isolada para o diagnóstico de Hanseníase.

Pérola Clínica

Hanseníase: Reações inflamatórias = Tipo 1 (reversa) e Tipo 2 (eritema nodoso hansênico).

Resumo-Chave

As reações hansênicas são fenômenos imunológicos agudos que podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento da hanseníase, sendo cruciais para o manejo da doença e prevenção de incapacidades. A correta classificação em Tipo 1 (reversa) e Tipo 2 (eritema nodoso hansênico) é fundamental para o tratamento específico.

Contexto Educacional

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, mas pode acometer outros órgãos. Apesar de curável, ainda é um problema de saúde pública no Brasil, com impacto significativo devido às incapacidades físicas que pode causar se não diagnosticada e tratada precocemente. Um aspecto crucial da hanseníase são as reações hansênicas, episódios inflamatórios agudos que podem ocorrer em qualquer fase da doença. A Reação Tipo 1, ou reação reversa, é uma exacerbação da imunidade celular, enquanto a Reação Tipo 2, ou eritema nodoso hansênico, é mediada por imunocomplexos. O reconhecimento e manejo adequados dessas reações são essenciais para prevenir danos nervosos permanentes e incapacidades. O diagnóstico da hanseníase é primariamente clínico-epidemiológico, baseado na presença de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e baciloscopia positiva. A politerapia é o tratamento padrão, e a vigilância ativa para casos em menores de 15 anos é um indicador de endemicidade e necessidade de controle. O conhecimento aprofundado sobre as reações hansênicas é vital para o residente, pois elas representam desafios terapêuticos e podem levar a sequelas graves.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características da Reação Tipo 1 (Reação Reversa) na hanseníase?

A Reação Tipo 1 é uma resposta de hipersensibilidade tardia, caracterizada por inflamação aguda de lesões cutâneas e nervos preexistentes, com edema, eritema e dor. Pode levar a neurite e perda de função nervosa se não tratada.

Como se manifesta a Reação Tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico)?

A Reação Tipo 2 é uma vasculite imunocomplexa, manifestando-se com nódulos subcutâneos dolorosos, eritematosos, que podem ulcerar. Pode ser acompanhada de febre, mal-estar, artralgia, orquite e iridociclite.

Qual a importância do diagnóstico de hanseníase em menores de 15 anos?

A ocorrência de hanseníase em menores de 15 anos é um indicador epidemiológico importante de transmissão ativa da doença na comunidade, sugerindo fontes de infecção não diagnosticadas e a necessidade de intensificar as ações de busca ativa e controle.

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