HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2021
A hanseníase é uma doença crônica, infectocontagiosa, cujo agente etiológico é o Mycobacterium leprae, um bacilo álcool-ácido resistente, fracamente gram-positivo, que infecta os nervos periféricos e, mais especificamente, as células de Schwann. Considerando as atuais publicações do Ministério da Saúde, recomenda-se que:
Hanseníase → Prova de histamina exógena avalia integridade autonômica, útil no diagnóstico diferencial de lesões hipocrômicas.
A prova de histamina exógena é um teste funcional que avalia a resposta vasorreflexa da pele. Em lesões hansênicas, devido ao comprometimento autonômico, a resposta é ausente ou diminuída, auxiliando no diagnóstico diferencial de lesões hipocrômicas com perda de sensibilidade.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença crônica que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, podendo levar a incapacidades permanentes se não diagnosticada e tratada precocemente. O Brasil ainda é um dos países com maior carga da doença, sendo o diagnóstico precoce e o tratamento adequado pilares para sua eliminação. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico, baseado em critérios dermatoneurológicos: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva (nem sempre presente). A prova de histamina exógena é um teste auxiliar valioso, especialmente em lesões hipocrômicas, pois avalia a integridade do sistema nervoso autonômico cutâneo. A ausência de eritema após a aplicação de histamina na lesão sugere comprometimento neural. O tratamento é feito com poliquimioterapia (PQT), conforme a classificação paucibacilar ou multibacilar. As reações hansênicas são intercorrências imunológicas agudas que podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento, sendo a principal causa de dano neural e incapacidades. Seu manejo rápido, frequentemente com corticosteroides orais, é fundamental. A avaliação neurológica deve ser rotineira, não apenas em casos sintomáticos, e o exame de contatos é crucial para a detecção de novos casos.
O diagnóstico clínico da hanseníase baseia-se na presença de um ou mais dos seguintes: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva.
Em lesões hansênicas, o comprometimento dos nervos autonômicos impede a resposta vasorreflexa à histamina, resultando em ausência de eritema, diferenciando-as de outras lesões hipocrômicas que mantêm essa resposta.
O rápido diagnóstico e manejo das reações hansênicas são cruciais para prevenir ou minimizar o dano neural permanente, que é a principal causa de incapacidades físicas na doença.
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