Hanseníase Tuberculóide: Resposta Imune e Carga Bacilar

HVV - Hospital Vaz Monteiro - Lavras (MG) — Prova 2025

Enunciado

A hanseníase é uma doença infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium Leprae. A apresentação clínica da hanseníase varia de acordo com a resposta imunológica do paciente. Sobre a hanseníase, é CORRETO afirmar:

Alternativas

  1. A) Na hanseníase tuberculóide, a resposta imune é predominantemente do tipo TH2, com alta produção de IL-4 e IL-5.
  2. B) A hanseníase lepromatosa apresenta poucos linfócitos e menos de cinco lesões cutâneas.
  3. C) A hanseníase lepromatosa é caracterizada por granulomas bem formados e grande infiltração de linfócitos T auxiliares do tipo TH1.
  4. D) Na hanseníase tuberculóide, os granulomas são bem formados e há baixa carga bacteriana nas lesões.

Pérola Clínica

Hanseníase tuberculóide → resposta TH1 forte, poucos bacilos, granulomas bem formados. Hanseníase lepromatosa → resposta TH2 fraca, muitos bacilos.

Resumo-Chave

A hanseníase tuberculóide representa o polo de alta resistência imunológica à infecção pelo Mycobacterium leprae. Caracteriza-se por uma forte resposta imune celular mediada por linfócitos T auxiliares do tipo TH1, que leva à formação de granulomas bem organizados e à eliminação eficaz dos bacilos, resultando em baixa carga bacteriana nas lesões.

Contexto Educacional

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. Sua apresentação clínica é um espectro que reflete a resposta imune do hospedeiro ao bacilo, variando desde a forma tuberculóide (alta resistência) até a lepromatosa (baixa resistência). No polo tuberculóide, o paciente desenvolve uma forte resposta imune celular mediada por linfócitos T auxiliares do tipo TH1. Essa resposta é eficaz na contenção do bacilo, levando à formação de granulomas bem organizados com poucos bacilos visíveis nas lesões (paucibacilar). Clinicamente, manifesta-se com poucas lesões cutâneas bem definidas e comprometimento nervoso assimétrico. Em contraste, na hanseníase lepromatosa, a resposta imune é predominantemente do tipo TH2, com produção de citocinas que não são eficazes contra o M. leprae. Isso resulta em uma resposta imune celular fraca, proliferação maciça dos bacilos (multibacilar) e formação de granulomas mal definidos. As lesões são difusas e numerosas, com comprometimento nervoso simétrico e progressivo. O tratamento é baseado na politerapia medicamentosa, variando em duração e esquema conforme a classificação paucibacilar ou multibacilar.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais diferenças entre hanseníase tuberculóide e lepromatosa?

A hanseníase tuberculóide apresenta poucas lesões bem delimitadas, resposta imune TH1 forte e paucibacilaridade. A lepromatosa tem múltiplas lesões difusas, resposta TH2 fraca e multibacilaridade.

Qual o papel da resposta imune TH1 na hanseníase?

A resposta imune TH1, com produção de citocinas como IFN-γ, é crucial para a contenção do Mycobacterium leprae. Ela ativa macrófagos e promove a formação de granulomas eficazes, característicos da forma tuberculóide.

Como a carga bacteriana se relaciona com a forma clínica da hanseníase?

Na hanseníase tuberculóide, a forte resposta imune celular resulta em baixa carga bacteriana (paucibacilar). Na hanseníase lepromatosa, a resposta imune ineficaz permite a proliferação bacteriana, resultando em alta carga bacteriana (multibacilar).

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