HSL Copacabana - Hospital São Lucas Copacabana (RJ) — Prova 2021
J.A.T., 30 anos, há cerca de 9 meses com placa eritematosa de 5 cm no maior diâmetro no braço direito e com perda de sensibilidade local. Apresenta bordas elevadas, formato ovoide. Laudo histopatológico: dermatite granulomatosa não caseosa, com células gigantes de Langhan e infiltrado linfoplasmocitário perivascular, perianexial e ao redor das fibras nervosas. BAAR negativo e Teste Mitsuda positivo. Qual alternativa correta?
Hanseníase tuberculóide: placa anestésica, BAAR negativo, Mitsuda positivo, granuloma com infiltrado neural.
A hanseníase tuberculóide é uma forma paucibacilar caracterizada por lesões cutâneas bem definidas, com perda de sensibilidade, e um forte componente de imunidade celular. O teste de Mitsuda positivo indica boa resposta imune do hospedeiro ao Mycobacterium leprae, e o BAAR negativo reflete a baixa carga bacilar.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. A hanseníase tuberculóide representa uma das formas clínicas do espectro da doença, caracterizada por uma forte resposta imune celular do hospedeiro, resultando em poucas lesões e baixa carga bacilar. É fundamental para residentes reconhecerem suas manifestações para um diagnóstico e tratamento precoces. O diagnóstico da hanseníase tuberculóide baseia-se na tríade clínica de lesão cutânea com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos e baciloscopia negativa. A histopatologia é um pilar diagnóstico, revelando granulomas epitelioides bem formados, sem necrose caseosa, com infiltrado inflamatório denso ao redor dos nervos cutâneos. O teste de Mitsuda positivo reforça a resposta imune celular, sendo um marcador da forma tuberculóide. O tratamento da hanseníase tuberculóide é feito com politerapia (MDT) por 6 meses, utilizando Rifampicina e Dapsona. O prognóstico é geralmente bom, com cura completa, mas a neuropatia periférica pode deixar sequelas se não tratada precocemente. A identificação e o manejo adequados são cruciais para prevenir incapacidades e interromper a cadeia de transmissão.
A hanseníase tuberculóide manifesta-se tipicamente com uma ou poucas placas ou máculas eritematosas, bem delimitadas, com bordas elevadas e perda de sensibilidade (anestesia ou hipoestesia) na área afetada, além de espessamento de nervos periféricos próximos às lesões.
O teste de Mitsuda positivo na hanseníase tuberculóide indica uma boa resposta imune celular do hospedeiro ao Mycobacterium leprae, sendo característico das formas paucibacilares. O BAAR (baciloscopia) é geralmente negativo nas lesões e esfregaços, refletindo a baixa carga bacilar.
A histopatologia revela dermatite granulomatosa não caseosa, com células gigantes de Langhan e infiltrado linfoplasmocitário perivascular, perianexial e, crucialmente, ao redor das fibras nervosas. Isso ajuda a diferenciar de outras dermatites granulomatosas.
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