HOB - Hospital Oftalmológico de Brasília (DF) — Prova 2015
Em relação à transmissão da hanseníase são consideradas formas fechadas:
Formas fechadas (indeterminada e tuberculoide) da hanseníase não são transmissíveis, pois não eliminam bacilos.
Na hanseníase, as formas 'fechadas' ou não bacilíferas são aquelas que não eliminam bacilos para o ambiente e, portanto, não são transmissíveis. Estas incluem as formas indeterminada e tuberculoide. Em contraste, as formas 'abertas' ou bacilíferas (virchowiana e dimorfa) são as responsáveis pela transmissão da doença.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença infecciosa crônica que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. A compreensão de suas formas clínicas e, crucialmente, de sua transmissibilidade, é fundamental para o controle epidemiológico e a saúde pública. Para residentes, o domínio desses conceitos é essencial para o diagnóstico precoce, tratamento adequado e prevenção da disseminação da doença. A classificação da hanseníase é complexa, mas para fins de transmissibilidade, as formas são divididas em 'abertas' (bacilíferas) e 'fechadas' (não bacilíferas). As formas indeterminada e tuberculoide são consideradas 'fechadas' ou paucibacilares. Nesses casos, a resposta imune do hospedeiro é eficaz em conter a proliferação bacilar, resultando em uma baixa carga de bacilos nas lesões e, consequentemente, na ausência de eliminação para o ambiente. Isso as torna não transmissíveis, embora o tratamento seja igualmente importante para a cura do indivíduo. Em contraste, as formas virchowiana e dimorfa são 'abertas' ou multibacilares, caracterizadas por uma alta carga bacilar e uma resposta imune menos eficaz. Pacientes com essas formas eliminam bacilos através das secreções nasais e de lesões cutâneas, sendo as principais fontes de transmissão. O tratamento politerápico é a pedra angular do controle da hanseníase, curando os pacientes e interrompendo a cadeia de transmissão. A identificação e tratamento de todas as formas, especialmente as bacilíferas, são cruciais para a erradicação da doença.
As principais formas clínicas da hanseníase são indeterminada, tuberculoide, dimorfa e virchowiana. A forma indeterminada é inicial e inespecífica; a tuberculoide apresenta poucas lesões e boa resposta imune; a virchowiana é multibacilar com lesões difusas e má resposta imune; e a dimorfa é intermediária, com espectro de manifestações.
As formas indeterminada e tuberculoide são consideradas 'fechadas' ou paucibacilares porque o sistema imunológico do paciente consegue conter a proliferação do Mycobacterium leprae, resultando em pouquíssimos ou nenhum bacilo viável nas lesões. Consequentemente, não há eliminação de bacilos para o ambiente, tornando-as não transmissíveis.
As formas da hanseníase consideradas transmissíveis são as 'abertas' ou multibacilares: a forma virchowiana e a forma dimorfa. Nestas formas, há uma grande carga bacilar nas lesões, especialmente nas mucosas das vias aéreas superiores, facilitando a eliminação do Mycobacterium leprae e a transmissão para contatos próximos.
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