HMDI - Hospital e Maternidade Dona Iris (GO) — Prova 2018
No Manual Técnico-Operacional do Ministério da Saúde (BRASIL, 2016), referente às Diretrizes para vigilância, atenção e eliminação da hanseníase como problema de saúde pública, são tomadas algumas precauções no uso de corticosteróides durante o tratamento do paciente hansênico. Estas preucações englobam, além de certificar a ausência de estado gravídico em se tratando de pacientes do sexo feminino, o registro de
Corticoide em hanseníase: monitorar PA/glicemia/peso + profilaxia Strongyloides + profilaxia osteoporose.
O uso de corticosteroides em hanseníase, especialmente para reações hansênicas, exige monitoramento rigoroso de peso, PA e glicemia. É fundamental a profilaxia para Strongyloides stercoralis devido ao risco de hiperinfecção e a prevenção de osteoporose com cálcio, vitamina D e, se indicado, bifosfonatos.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada por Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. Durante o curso da doença ou mesmo após o tratamento, os pacientes podem desenvolver reações hansênicas (tipo 1 ou tipo 2), que são episódios inflamatórios agudos que requerem tratamento com corticosteroides, como a prednisona. O uso prolongado de corticosteroides, embora essencial para controlar as reações, acarreta uma série de efeitos adversos. O Manual Técnico-Operacional do Ministério da Saúde (BRASIL, 2016) enfatiza a necessidade de precauções rigorosas. Além de excluir gravidez em mulheres, é fundamental registrar e monitorar o peso, a pressão arterial e a glicemia de jejum, devido ao risco de ganho de peso, hipertensão e diabetes mellitus induzidos por corticoides. Duas precauções críticas são a profilaxia para Strongyloides stercoralis e a prevenção da osteoporose. A imunossupressão pelos corticosteroides pode desencadear uma síndrome de hiperinfecção por Strongyloides em pacientes assintomáticos, que pode ser fatal. O tratamento com Tiabendazol ou Albendazol é recomendado. Para a osteoporose, a suplementação de cálcio e vitamina D é padrão, e bifosfonatos podem ser indicados em casos de maior risco. Residentes devem estar cientes dessas diretrizes para garantir um manejo seguro e eficaz.
Corticosteroides podem suprimir a imunidade e levar à hiperinfecção por Strongyloides stercoralis em pacientes previamente infectados, uma condição grave e potencialmente fatal.
É crucial monitorar o peso, a pressão arterial e a glicemia de jejum regularmente, devido aos efeitos metabólicos e cardiovasculares dos corticosteroides.
A profilaxia inclui suplementação de cálcio (1000mg/dia) e vitamina D (400-800 UI/dia), e em casos de alto risco, bifosfonatos como o Alendronato 70mg/semana.
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