UNICAMP/HC - Hospital de Clínicas da Unicamp - Campinas (SP) — Prova 2025
Homem, 35a, natural do Ceará e procedente de Sumaré/SP, comparece à Unidade Básica de Saúde com nódulos eritematosos e dolorosos nos membros superiores e inferiores há cinco dias, associado à febre de 38ºC, artralgia em punhos e parestesia no trajeto do nervo ulnar direito, distalmente. Exame físico: além das lesões cutâneas, o paciente encontrava-se prostrado e com dor a palpação do nervo ulnar direito ao nível da fossa epitrocleana. De acordo com a hipótese diagnóstica mais provável, A MEDICAÇÃO QUE PODE PREVENIR A SEQUELA DESTE PACIENTE É:
Nódulos eritematosos dolorosos + febre + neurite periférica em paciente de área endêmica = Reação tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico) → Corticosteroide/Talidomida para prevenir sequela.
O quadro clínico de nódulos eritematosos e dolorosos, febre, artralgia e neurite (parestesia e dor à palpação do nervo ulnar) em paciente de área endêmica (Ceará) é altamente sugestivo de uma reação hansênica tipo 2 (Eritema Nodoso Hansênico). A prevenção de sequelas neurológicas, que são as mais incapacitantes, é feita com tratamento anti-inflamatório, como corticosteroides ou talidomida.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. As reações hansênicas são episódios inflamatórios agudos que podem ocorrer antes, durante ou após o tratamento politerápico, e são responsáveis pela maioria das sequelas e incapacidades. A reação tipo 2, ou Eritema Nodoso Hansênico (ENH), é uma reação de hipersensibilidade mediada por imunocomplexos, mais comum nas formas multibacilares (virchowiana e borderline virchowiana). O quadro clínico do paciente, com nódulos eritematosos e dolorosos, febre, artralgia e, notavelmente, parestesia e dor à palpação do nervo ulnar, é altamente sugestivo de ENH com envolvimento neural. A neurite aguda é uma emergência na hanseníase, pois a inflamação e o edema nos nervos podem levar rapidamente à isquemia e necrose das fibras nervosas, resultando em danos permanentes e incapacidades funcionais. A medicação que pode prevenir a sequela neurológica neste contexto é o tratamento anti-inflamatório. Corticosteroides, como a prednisona, são a primeira linha para controlar a inflamação neural e sistêmica, devendo ser iniciados prontamente em doses adequadas e mantidos por tempo suficiente para evitar recaídas. A talidomida é outra opção eficaz para o ENH, especialmente para as lesões cutâneas, mas seu uso é restrito devido ao alto potencial teratogênico. O reconhecimento precoce e o tratamento agressivo das reações hansênicas são pilares fundamentais para a prevenção de sequelas e a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.
A reação tipo 2 da hanseníase é caracterizada por nódulos eritematosos, dolorosos e inflamatórios na pele, frequentemente acompanhados de febre, artralgia, mialgia, linfadenopatia e, crucialmente, neurite periférica aguda, que pode levar a danos nervosos permanentes.
Para prevenir sequelas, especialmente neurológicas, na reação hansênica tipo 2, são utilizados corticosteroides (como prednisona) em doses elevadas e por tempo prolongado. A talidomida é outra opção eficaz, especialmente para as manifestações cutâneas, mas com restrições de uso devido à teratogenicidade.
A neurite na hanseníase se manifesta como dor, parestesia, disestesia ou perda de função em nervos periféricos, como o ulnar, fibular comum e facial. É crucial tratá-la precocemente com anti-inflamatórios para evitar danos nervosos permanentes, que são a principal causa de incapacidade na hanseníase.
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