HSA Guarujá - Hospital Santo Amaro de Guarujá (SP) — Prova 2023
Paciente apresenta, ao exame físico, 3 placas eritematoinfiltradas, anulares, com bordas bem definidas em tronco, com anestesia térmica, tátil e dolorosa. Não apresenta espessamento de nervos periféricos. Mora com mais 3 pessoas. Assinale a alternativa que corresponda a este caso:
Hanseníase paucibacilar (1-5 lesões) → Baciloscopia negativa, Mitsuda positivo, PQT 6 meses (Rifampicina + Dapsona).
A hanseníase paucibacilar, como a forma tuberculóide, é caracterizada por poucas lesões cutâneas bem definidas com alteração de sensibilidade. A baciloscopia é geralmente negativa devido à baixa carga bacilar, e o teste de Mitsuda é positivo, indicando boa resposta imune celular. O tratamento é a poliquimioterapia por 6 meses.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. É classificada em paucibacilar (PB) e multibacilar (MB), com base no número de lesões cutâneas e na baciloscopia. A forma paucibacilar, incluindo a tuberculóide, é caracterizada por uma resposta imune celular eficaz, resultando em poucas lesões e baixa carga bacilar. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico-epidemiológico, baseado na presença de um ou mais dos seguintes critérios: lesões cutâneas com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva. No caso da hanseníase paucibacilar, a baciloscopia é tipicamente negativa, e o teste de Mitsuda é positivo, refletindo a boa resposta imune do hospedeiro. O tratamento da hanseníase é feito com a poliquimioterapia (PQT), que é eficaz na eliminação da bactéria e na prevenção de incapacidades. Para a hanseníase paucibacilar, o esquema consiste em Rifampicina e Dapsona por 6 meses. É fundamental o acompanhamento regular do paciente para monitorar a adesão, identificar e tratar reações hansênicas e prevenir sequelas neurológicas. A detecção precoce e o tratamento adequado são cruciais para interromper a cadeia de transmissão da doença.
A hanseníase paucibacilar é caracterizada por 1 a 5 lesões cutâneas (máculas, pápulas, placas) com alteração de sensibilidade (anestesia térmica, tátil e dolorosa) e, ocasionalmente, espessamento de nervos periféricos.
O teste de Mitsuda avalia a resposta imune celular do paciente ao Mycobacterium leprae. É positivo nas formas tuberculóides (paucibacilares), indicando boa imunidade, e negativo nas formas virchowianas (multibacilares), onde a imunidade celular é deficiente.
O tratamento para hanseníase paucibacilar é a poliquimioterapia (PQT) por 6 meses, que consiste na administração de Rifampicina e Dapsona. A adesão ao tratamento é crucial para a cura e prevenção de sequelas.
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