UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024
Homem de 36 anos, sem comorbidades, procura a UBS devido a surgimento de mancha na pele há um mês. Ao exame, o paciente apresenta pápula hipocrômica de cerca de 4cm, com perda de sensibilidade tátil e térmica, em região lateral de membro superior esquerdo e espessamento palpável em região epitroclear do mesmo membro. O restante do exame físico é normal. Segundo Harrison (2022), considerando o diagnóstico mais provável para o caso, a classificação mais adequada do estágio da doença e o tratamento mais indicado no momento, respectivamente, são:
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele e os nervos periféricos. É crucial para residentes reconhecer os sinais e sintomas para um diagnóstico precoce e tratamento adequado, evitando incapacidades e sequelas permanentes. O diagnóstico é clínico-epidemiológico, baseado na presença de um ou mais dos seguintes critérios: lesão cutânea com alteração de sensibilidade, espessamento neural com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva. A classificação em paucibacilar (PB) ou multibacilar (MB) é fundamental para definir o esquema terapêutico, diferenciando-se pelo número de lesões e carga bacilar. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia (MDT) e varia conforme a classificação. Para PB, utiliza-se rifampicina e dapsona por 6 meses. Para MB, adiciona-se clofazimina, e o tratamento dura 12 meses. O acompanhamento é essencial para monitorar reações hansênicas e adesão ao tratamento, garantindo a cura e prevenindo recidivas.
A hanseníase paucibacilar é caracterizada por até 5 lesões cutâneas, com ou sem comprometimento neural, e baciloscopia negativa. O caso clínico descrito, com uma única lesão e perda de sensibilidade, se encaixa nessa classificação.
O tratamento padrão para hanseníase paucibacilar é a politerapia com rifampicina e dapsona, administrada por 6 meses, com supervisão direta da primeira dose mensal de rifampicina.
A perda de sensibilidade na hanseníase é um sinal cardinal da neuropatia periférica causada pelo Mycobacterium leprae, afetando principalmente a sensibilidade tátil, térmica e dolorosa nas lesões cutâneas e em áreas inervadas por nervos espessados.
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