Hanseníase Neural Primária: Diagnóstico e Conduta Corretos

Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2021

Enunciado

Elton, 33 anos, morador de Rondon do Pará, compareceu à unidade básica de saúde, com relato de que sua irmã havia sido diagnosticada com hanseníase, já tendo iniciado seu tratamento com cartelas de PQT- MB. Relata que seu avô também teve hanseníase. Sua maior preocupação é que ouviu falar que hanseníase pode atingir nervos, segundo leu na internet, mesmo sem manchas. Refere que apresenta um quadro de dor nos dois pés e braço D e E, mas não consegue ver manchas. O médico da família fez o exame dermatoneurológico com a ajuda da enfermagem. Observou-se espessamento e dor no trajeto do tibial bilateralmente e no ulnar D e E não observou manchas, porém há presença de área anestésica no braço D e região do calcâneo. Solicitou baciloscopia de linfa, que resultou negativa. O médico concluiu diagnóstico de hanseníase neural primária com neurite e iniciou tratamento com esquema PQT-MB e prednisona 40 mg/dia agendando o retorno para 15 dias. Sobre a conduta médica:

Alternativas

  1. A) Conduta incorreta. Não há elementos clínicos e laboratoriais que suportem essa decisão.
  2. B) Conduta incorreta. Embora seja provável o diagnóstico de hanseníase neural primária, deve ser tratado com esquema PQT- PB pois a baciloscopia é negativa.
  3. C) Conduta incorreta. O paciente realmente é suspeito de hanseníase neural primária porém deve ser encaminhado através de TFD a uma unidade de referência para realização de RT-PCR e eletroneuromiografia.
  4. D) Conduta correta. Há elementos clínicos, epidemiológicos suficientes para o diagnóstico de hanseníase neural primária e para inicio do tratamento. Não há necessidade de aguardar TFD.
  5. E) Conduta incorreta. Deve-se investigar outras patologias neurológicas periféricas.

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