HFASP - Hospital de Força Aérea de São Paulo — Prova 2021
Joaquim tem 48 anos e há vários anos vem apresentando lesões no corpo, de diferentes aspectos. Porém, nos últimos dois anos surgiram ''caroços'' no rosto que estão mudando sua fisionomia, perdendo inclusive as sobrancelhas e sua orelha está bem ''inchada''. Observe as imagens abaixo e identifique qual alternativa é a mais adequada à situação do paciente:
Hanseníase multibacilar (virchowiana) → politerapia OMS (Rifampicina, Dapsona, Clofazimina) por 12 meses.
Os sintomas descritos (lesões nodulares faciais, perda de sobrancelhas - madarose, orelha infiltrada - facies leonina) são característicos da hanseníase virchowiana, uma forma multibacilar da doença. O tratamento preconizado pela OMS para hanseníase multibacilar é a politerapia com Rifampicina, Dapsona e Clofazimina por 12 meses, visando a cura e prevenção de incapacidades.
A hanseníase, ou doença de Hansen, é uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. A classificação da doença é crucial para o tratamento, sendo dividida em paucibacilar (PB) e multibacilar (MB), baseada no número de lesões e na baciloscopia. O caso descrito, com "caroços" no rosto, mudança de fisionomia, perda de sobrancelhas (madarose) e orelha "inchada", sugere fortemente a forma virchowiana (lepromatosa), que é uma apresentação da hanseníase multibacilar. A hanseníase multibacilar é caracterizada por uma resposta imune celular deficiente ao M. leprae, resultando em grande carga bacilar e lesões mais extensas e disseminadas. As manifestações incluem múltiplos lepromas (nódulos), infiltração difusa da pele, espessamento de nervos, e as características faciais como a "fácies leonina" e madarose. O diagnóstico é clínico, epidemiológico e laboratorial (baciloscopia positiva). O tratamento da hanseníase multibacilar, conforme preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 1998, é a politerapia (MDT-MB) com Rifampicina (dose mensal supervisionada), Dapsona (dose diária autoadministrada) e Clofazimina (dose mensal supervisionada e dose diária autoadministrada) por 12 meses. É essencial o acompanhamento dermatoneurológico para avaliar o Grau de Incapacidade Física (GIF) no diagnóstico e na alta, visando a prevenção e reabilitação de deformidades.
A hanseníase multibacilar, especialmente a virchowiana, apresenta lesões cutâneas múltiplas e simétricas, nódulos (lepromas), infiltração difusa da pele, perda de sobrancelhas (madarose), espessamento de nervos periféricos e, em casos avançados, a "fácies leonina" devido à infiltração facial.
O esquema de tratamento para hanseníase multibacilar preconizado pela OMS consiste em Rifampicina (dose mensal supervisionada), Dapsona (dose diária autoadministrada) e Clofazimina (dose mensal supervisionada e dose diária autoadministrada) por um período de 12 meses.
A avaliação do Grau de Incapacidade Física (GIF) é fundamental no diagnóstico e na alta para monitorar a progressão da doença, identificar sequelas neurológicas e planejar intervenções de reabilitação. O objetivo é prevenir novas incapacidades e reverter as existentes.
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