SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Rogério foi diagnosticado na última semana com hanseníase multibacilar e pediu para que os seus contatos intradomiciliares fossem consultar na Unidade Básica de Saúde. Sua esposa Amanda, 28 anos e seu filho Rafael, 6 anos, foram atendidos pelo médico e não apresentava nenhum sinal ou sintoma da doença. Assinale a alternativa mais adequada sobre o manejo dos contatos de Rogério:
Contatos de hanseníase multibacilar sem sintomas → avaliar BCG. Se sem cicatriz ou cicatriz única, indicar BCG.
O manejo de contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase multibacilar é crucial para a prevenção. Mesmo assintomáticos, devem ser avaliados para a vacina BCG, que confere alguma proteção contra a doença, especialmente se não tiverem cicatriz vacinal ou apenas uma.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, vias aéreas superiores, olhos e testículos. A forma multibacilar (MB) é caracterizada pela presença de múltiplos bacilos, tornando o paciente mais contagioso e com maior risco de transmissão. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir incapacidades. O manejo dos contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase, especialmente da forma multibacilar, é uma estratégia fundamental de controle da doença. Contatos são pessoas que convivem ou conviveram com o paciente e, portanto, têm maior risco de desenvolver a doença. A avaliação desses contatos na Unidade Básica de Saúde (UBS) é obrigatória e deve incluir exame dermatoneurológico completo para identificar sinais e sintomas precoces da hanseníase. Para contatos que não apresentam sinais ou sintomas da doença, a recomendação mais adequada no Brasil é a avaliação do status vacinal da BCG. A vacina BCG, utilizada na prevenção da tuberculose, confere uma proteção parcial contra a hanseníase. Se o contato não tiver cicatriz vacinal ou tiver apenas uma cicatriz, é indicada a aplicação de uma dose da vacina BCG. A quimioprofilaxia com rifampicina não é a conduta padrão para todos os contatos assintomáticos no contexto brasileiro, sendo a BCG a principal medida preventiva nesse cenário.
A vacina BCG, embora desenvolvida para tuberculose, confere alguma proteção cruzada contra a hanseníase, especialmente as formas mais graves. É recomendada para contatos de hanseníase que não apresentam sinais da doença e que não foram vacinados ou possuem apenas uma cicatriz vacinal.
Contatos intradomiciliares são pessoas que residem ou residiram com o paciente com hanseníase nos últimos cinco anos, compartilhando o mesmo ambiente e, portanto, com maior risco de exposição ao Mycobacterium leprae.
A quimioprofilaxia com dose única de rifampicina (SDR) para contatos de hanseníase é uma estratégia mais recente e específica, indicada em contextos selecionados e sob protocolos de pesquisa ou programas específicos, não sendo a conduta padrão para todos os contatos assintomáticos no Brasil. A principal recomendação ainda é a avaliação e, se indicada, a vacinação com BCG.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo