UOPCCAN - União Oeste Paranaense de Combate ao Câncer (PR) — Prova 2021
Paciente com quadro de pós tratamento de Infecção secundária de pele, com tratamento prévio de Hanseniase multibacilar interrompido durante 2 meses não completando 6 meses contínuos, a conduta segundo o manual do Ministério da saúde é:
Hanseníase MB: interrupção < 24 meses e < 12 doses → completar doses restantes do esquema original.
Para hanseníase multibacilar, se o tratamento for interrompido por menos de 24 meses e o paciente não tiver completado as 12 doses, a conduta é completar as doses restantes do esquema original. A interrupção de 2 meses neste caso implica que o paciente deve retomar e finalizar o tratamento até atingir as 12 doses preconizadas para a forma multibacilar.
A hanseníase multibacilar (MB) é uma forma mais grave da doença, caracterizada por múltiplas lesões cutâneas e/ou neurais, e baciloscopia positiva. É uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, com alta prevalência em algumas regiões do Brasil, sendo crucial o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para evitar incapacidades. O tratamento da hanseníase MB é realizado com poliquimioterapia (PQT-MB), que consiste na associação de Rifampicina, Dapsona e Clofazimina por 12 meses. A adesão ao tratamento é fundamental para o sucesso terapêutico e para a interrupção da cadeia de transmissão. A interrupção do tratamento é um desafio comum e sua conduta é bem estabelecida pelas diretrizes do Ministério da Saúde. Em casos de interrupção do tratamento da hanseníase MB, a conduta depende do tempo de interrupção e do número de doses já tomadas. Se a interrupção for menor que 24 meses e o paciente não tiver completado as 12 doses, o tratamento deve ser retomado para completar as doses restantes. Apenas em situações de interrupções prolongadas (maiores que 24 meses) ou evidência de reativação da doença é que se considera a necessidade de um novo esquema de tratamento, não necessariamente por resistência.
O esquema padrão para hanseníase multibacilar (PQT-MB) consiste em Rifampicina, Dapsona e Clofazimina por 12 meses, com doses supervisionadas mensalmente.
Se a interrupção for menor que 24 meses e o paciente não tiver completado as 12 doses, deve-se completar as doses restantes. Se a interrupção for maior que 24 meses ou houver reativação, o caso deve ser reavaliado para retratamento.
O paciente é considerado tratado após completar as 12 doses supervisionadas do esquema PQT-MB, mesmo que a baciloscopia permaneça positiva, pois a viabilidade bacteriana é perdida.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo