HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
Na Hanseníase, a melhor forma de prevenção é o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, desta forma, a cadeia de transmissão da doença pode ser interrompida. Em 2016, o Ministério da Saúde registrou no Brasil mais de 28.000 casos novos da doença. Avalie as assertivas abaixo e assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) e escolha a alternativa que contém a sequência correta com relação ao diagnóstico e complicações desta doença.[ ] Em crianças, o diagnóstico da hanseníase deve ser procedido da mesma forma que em adultos, não havendo dificuldades para a interpretação dos testes de sensibilidade. [ ] Todos os doentes devem ter o grau de incapacidade física avaliado, pela determinação do grau de incapacidade física no teste de força muscular e de sensibilidade dos olhos, mãos e pés. [ ] Os estados reacionais ou reações hansênicas são alterações do sistema imunológico que se exteriorizam como manifestações inflamatórias agudas e subagudas. [ ] Rinite hansênica decorre da massiva infiltração da mucosa do trato respiratório superior e houver comprometimento dos ossos próprios nasais, o colapso nasal é completo, com o surgimento do característico nariz desabado ou “em sela”. [ ] Todas as unidades de saúde no Brasil estão capacitadas para o atendimento de casos com suspeita de comprometimento neural, sem lesão cutânea (suspeita de hanseníase neural pura).
Hanseníase: diagnóstico precoce e avaliação de incapacidade são cruciais; estados reacionais são inflamações agudas.
A hanseníase exige diagnóstico precoce e tratamento adequado para interromper a cadeia de transmissão. A avaliação do grau de incapacidade física é fundamental em todos os pacientes, e os estados reacionais são complicações imunológicas importantes. O diagnóstico em crianças e de formas neurais puras pode ser desafiador.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença crônica e infecciosa que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. O Brasil é um dos países com maior carga da doença, sendo o diagnóstico precoce e o tratamento politerápico adequados essenciais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir incapacidades. A doença pode apresentar-se em diferentes formas clínicas, desde a paucibacilar até a multibacilar. O diagnóstico da hanseníase é clínico-epidemiológico, baseado na presença de um ou mais dos seguintes critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervos periféricos com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva. Em crianças, o diagnóstico é mais complexo devido à dificuldade de interpretação dos testes de sensibilidade e à apresentação clínica atípica. A avaliação do grau de incapacidade física (GIF) é obrigatória em todos os pacientes no diagnóstico e na alta, focando em olhos, mãos e pés, para monitorar e prevenir sequelas. Os estados reacionais são complicações imunológicas que podem ocorrer em qualquer fase da doença, caracterizados por manifestações inflamatórias agudas ou subagudas que podem levar a danos neurais irreversíveis se não tratados prontamente. A rinite hansênica é uma complicação que, se grave, pode levar ao colapso nasal ("nariz em sela"). O tratamento é padronizado pelo Ministério da Saúde, e a suspeita de hanseníase neural pura, sem lesões cutâneas, exige encaminhamento a centros de referência devido à sua complexidade diagnóstica.
O diagnóstico em crianças é desafiador devido à dificuldade de obter história clínica detalhada, à inespecificidade dos sintomas iniciais e à menor colaboração para a realização e interpretação dos testes de sensibilidade.
A avaliação do grau de incapacidade física é crucial para monitorar a progressão da doença, planejar intervenções de reabilitação e prevenir deformidades permanentes, sendo realizada nos olhos, mãos e pés.
Os estados reacionais são episódios inflamatórios agudos ou subagudos que ocorrem durante o curso da hanseníase, antes, durante ou após o tratamento. Eles podem se manifestar como eritema nodoso hansênico (tipo 2) ou reação reversa (tipo 1), causando dor, edema e piora das lesões neurais e cutâneas.
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