UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2023
Mulher de 45 anos refere surgimento de mancha hipocrômica na bochecha direita com 4 cm de diâmetro, assintomática, há 6 meses. EF: mácula hipocrômica na face e lesão semelhante na região lombar, na qual esta apresenta redução de pelos. A forma clínica de hanseníase desse caso é a
Mancha hipocrômica única ou poucas, assintomática, com alteração de sensibilidade/anexos (pelos) = Hanseníase Indeterminada.
A hanseníase indeterminada é a forma inicial da doença, caracterizada por uma ou poucas manchas hipocrômicas ou avermelhadas, geralmente assintomáticas, com alteração sutil da sensibilidade e/ou anexos (como redução de pelos) na lesão. Não há comprometimento neural evidente ou baciloscopia positiva, representando um desafio diagnóstico precoce.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, vias aéreas superiores, olhos e testículos. A classificação das formas clínicas é essencial para o diagnóstico e tratamento adequados. A forma indeterminada é a apresentação inicial da doença e representa um desafio diagnóstico devido à sua sutileza. Clinicamente, a hanseníase indeterminada manifesta-se por uma ou poucas máculas hipocrômicas ou eritematosas, geralmente assintomáticas, mas que podem apresentar discreta alteração da sensibilidade (térmica, tátil ou dolorosa) e/ou redução de anexos cutâneos, como pelos e sudorese, na área da lesão. Não há comprometimento neural evidente à palpação dos troncos nervosos e a baciloscopia é negativa. O diagnóstico precoce da hanseníase indeterminada é fundamental para iniciar a politerapia e evitar a progressão para formas mais graves da doença, que podem levar a incapacidades permanentes. A diferenciação de outras dermatoses hipocrômicas é importante, e a biópsia da lesão pode ser necessária para confirmar o diagnóstico. Residentes devem estar atentos a esses sinais sutis para não perder o diagnóstico inicial.
A hanseníase indeterminada é caracterizada pela presença de uma ou poucas manchas hipocrômicas ou eritematosas, com alteração discreta da sensibilidade (térmica, tátil ou dolorosa) e/ou redução de anexos (pelos, sudorese) na área da lesão, sem comprometimento neural evidente ou baciloscopia positiva.
A hanseníase indeterminada se diferencia pela sua apresentação inicial e sutil, com poucas lesões e alterações sensitivas discretas, sem baciloscopia positiva. A forma tuberculoide tem lesões mais bem definidas e anestesia mais acentuada, enquanto a lepromatosa apresenta múltiplas lesões, baciloscopia positiva e comprometimento sistêmico.
O diagnóstico precoce da hanseníase indeterminada é crucial para iniciar o tratamento politerápico rapidamente, interromper a cadeia de transmissão da doença e prevenir o desenvolvimento de incapacidades físicas permanentes, que são mais comuns nas formas mais avançadas.
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