UDI Hospital - Hospital UDI São Luís (MA) — Prova 2020
Paciente gestante com 12 semanas, encontra-se no segundo mês de tratamento para Tuberculose pulmonar e refere que há 1 ano observou lesão única tipo mácula em membro superior direito de crescimento progressivo e perda da sensibilidade térmica e dolorosa. Nessa última semana, buscou auxílio médico em serviço de hansenologia recebendo diagnóstico de Hanseníase Tuberculoide. Sobre esse caso, é correto afirmar:
Hanseníase em gestante → iniciar politerapia padrão imediatamente, mesmo com TB concomitante, pois é segura e essencial.
O tratamento da hanseníase em gestantes deve ser iniciado imediatamente com o esquema padrão (politerapia), independentemente da idade gestacional, devido aos benefícios maternos e fetais superarem os riscos. A coexistência com tuberculose não impede o início, e o aleitamento materno é permitido.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. A forma tuberculoide, como no caso, é paucibacilar, caracterizada por poucas lesões cutâneas bem delimitadas e perda de sensibilidade. A gravidez não altera o curso da hanseníase, mas pode influenciar a ocorrência de reações hansênicas. A coinfecção com tuberculose, também causada por micobactérias, é possível e exige atenção, mas não impede o tratamento. O diagnóstico da hanseníase é clínico-epidemiológico, baseado em um ou mais dos seguintes sinais: lesão de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva. Na gestante, o diagnóstico e o tratamento não devem ser postergados. A fisiopatologia da perda de sensibilidade é devido à invasão e dano aos nervos periféricos pelo M. leprae, o que pode levar a incapacidades permanentes se não tratada. O tratamento da hanseníase em gestantes segue o esquema de politerapia (MDT) padrão, conforme a classificação paucibacilar ou multibacilar, e deve ser iniciado imediatamente, independentemente da idade gestacional. Os medicamentos (rifampicina, dapsona e clofazimina) são considerados seguros na gravidez e lactação. A coinfecção com tuberculose não contraindica o tratamento da hanseníase; ambos os esquemas devem ser administrados concomitantemente, com monitoramento adequado. O aleitamento materno é encorajado, pois os medicamentos são compatíveis e a transmissão da hanseníase pelo leite materno não ocorre. O tratamento precoce previne incapacidades, reações hansênicas e a transmissão da doença.
Sim, o tratamento da hanseníase com a politerapia padrão (rifampicina, dapsona e clofazimina, conforme a forma clínica) deve ser iniciado imediatamente, independentemente da idade gestacional, pois os benefícios maternos e fetais superam os riscos de não tratar a doença.
Rifampicina, dapsona e clofazimina são considerados seguros para uso durante a gravidez e lactação, e não há evidências de teratogenicidade com as doses recomendadas. O aleitamento materno é encorajado durante o tratamento.
O tratamento para ambas as doenças deve ser iniciado e mantido concomitantemente. Os medicamentos da politerapia para hanseníase são compatíveis com os esquemas antituberculose, e a prioridade é tratar ambas as infecções para evitar complicações maternas e fetais, com monitoramento rigoroso.
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