UFMT/HUJM - Hospital Universitário Júlio Müller - Cuiabá (MT) — Prova 2015
Paciente com hanseníase multibacilar descobre estar grávida durante a sexta cartela de Poliquimioterapia Multibacilar (PQTMB). Qual é a conduta recomendada?
Hanseníase Multibacilar + Gestação → Manter PQTMB (Rifampicina, Dapsona, Clofazimina) para evitar exacerbação e transmissão.
A PQTMB para hanseníase multibacilar deve ser mantida durante a gestação, pois os benefícios de controlar a doença e prevenir a exacerbação e a transmissão superam os riscos potenciais dos medicamentos, que são considerados seguros para uso em gestantes.
A hanseníase é uma doença infecciosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente a pele, nervos periféricos, trato respiratório superior, olhos e testículos. O tratamento é feito com poliquimioterapia (PQT), e a gestação em pacientes com hanseníase é uma situação que exige atenção especial, mas com diretrizes claras. Para pacientes com hanseníase multibacilar (MB) que engravidam, a conduta recomendada é manter a Poliquimioterapia Multibacilar (PQTMB) sem interrupções. Os medicamentos que compõem o esquema MB – Rifampicina, Dapsona e Clofazimina – são considerados seguros para uso durante a gestação. A Rifampicina e a Dapsona são classificadas como categoria C, e a Clofazimina como categoria C/B, com vasta experiência de uso em gestantes sem evidências de teratogenicidade significativa. A interrupção do tratamento durante a gravidez é contraindicada, pois pode levar à exacerbação da doença, com o surgimento de reações hansênicas (eritema nodoso hansênico ou reação reversa), que podem ser mais graves e difíceis de controlar na gestação. Além disso, o tratamento adequado reduz o risco de transmissão da doença para o recém-nascido. É fundamental que a gestante seja acompanhada de perto por uma equipe multidisciplinar, e que os benefícios do tratamento sejam explicados para garantir a adesão.
A manutenção da PQTMB é crucial para controlar a hanseníase, prevenir exacerbações da doença (reações hansênicas) que podem ser mais graves na gravidez, e reduzir o risco de transmissão vertical da bactéria para o feto.
A PQTMB multibacilar inclui Rifampicina, Dapsona e Clofazimina. Todos são considerados seguros para uso durante a gestação, com a Rifampicina e a Dapsona classificadas como categoria C e a Clofazimina como categoria C/B, com evidências de segurança em humanos.
A não adesão ao tratamento pode levar à progressão da doença, desenvolvimento de incapacidades, ocorrência de reações hansênicas graves (que podem ser exacerbadas pela gravidez) e aumento do risco de transmissão da doença para o recém-nascido.
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