Hanseníase: Diagnóstico, Notificação e Contagiosidade

PMC - Prefeitura Municipal de Curitiba / SMS (PR) — Prova 2020

Enunciado

A hanseníase se constitui em um problema se saúde pública em muitos países, inclusive no Brasil. Sobre a hanseníase podemos afirmar:

Alternativas

  1. A) É uma doença infecto-contagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae, que acomete exclusivamente a pele e os nervos periféricos.
  2. B) Seu diagnóstico não pode ser confirmado no paciente com a presença de lesão(ões) e/ou área(s) da pele com alteração da sensibilidade térmica e/ou dolorosa e/ou tátil.
  3. C) É uma doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória.
  4. D) Deve ser realizada a vacina BCG para os contatos sem a presença de sinais e sintomas de hanseníase no momento da avaliação, apenas nos contatos de pacientes multibacilares.
  5. E) A forma clínica é contagiosa, mas deixará de ser após 15 dias de tratamento com poliquimioterapia (PQT), portanto os seus utensílios de uso pessoal não devem ser compartilhados durante esse período de tempo.

Pérola Clínica

Hanseníase: doença infecto-contagiosa por M. leprae, acomete pele e nervos. Notificação e investigação compulsória. Contagiosidade cessa após 1ª dose PQT.

Resumo-Chave

A hanseníase é uma doença infecto-contagiosa crônica causada pelo Mycobacterium leprae, que afeta principalmente pele e nervos periféricos, mas pode acometer outros órgãos. É uma doença de notificação e investigação compulsória no Brasil. A contagiosidade da forma multibacilar cessa rapidamente após o início da poliquimioterapia (PQT), geralmente após a primeira dose.

Contexto Educacional

A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, é uma doença crônica infecto-contagiosa que representa um problema de saúde pública em diversas regiões, incluindo o Brasil. Sua principal característica é o tropismo pelo sistema nervoso periférico e pela pele, mas pode acometer outros órgãos e sistemas, como olhos, testículos e mucosas. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar incapacidades e interromper a cadeia de transmissão. O diagnóstico da hanseníase é eminentemente clínico, baseado na identificação de lesões cutâneas com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa e/ou tátil), espessamento de nervos periféricos com ou sem comprometimento funcional (sensitivo, motor ou autonômico), e/ou baciloscopia positiva. É uma doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória, o que permite o monitoramento epidemiológico e a implementação de ações de controle. A vacina BCG é recomendada para contatos intradomiciliares de pacientes com hanseníase que não apresentam sinais e sintomas da doença, independentemente da forma clínica do caso índice (paucibacilar ou multibacilar), e que não tenham cicatriz de BCG ou que tenham apenas uma dose. A poliquimioterapia (PQT) é o tratamento eficaz, e a contagiosidade cessa após a primeira dose, permitindo que o paciente retome suas atividades normais sem risco de transmissão.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais e sintomas para o diagnóstico clínico da hanseníase?

O diagnóstico é baseado na presença de um ou mais dos seguintes: lesões de pele com alteração de sensibilidade (térmica, dolorosa e/ou tátil), espessamento de nervos periféricos com alteração de sensibilidade e/ou força, e baciloscopia positiva.

A hanseníase é uma doença de notificação compulsória?

Sim, a hanseníase é uma doença de notificação compulsória e de investigação obrigatória no Brasil, devido à sua relevância epidemiológica e ao potencial de morbidade se não tratada adequadamente.

Quando um paciente com hanseníase deixa de ser contagioso?

A contagiosidade da hanseníase, especialmente nas formas multibacilares, é eliminada rapidamente após o início da poliquimioterapia (PQT), geralmente após a primeira dose. Portanto, não há necessidade de isolamento ou restrição de utensílios após o início do tratamento.

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