HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
A hanseníase continua sendo uma doença de alta prevalência no Brasil, o que atesta os baixos níveis socioeconômicos do nosso país. Sobre hanseníase, é correto afirmar:
Lepra de Lúcio = hanseníase virchowiana difusa, polo multibacilar, baciloscopia positiva.
A hanseníase é classificada em paucibacilar e multibacilar. A lepra de Lúcio é uma forma rara e grave da hanseníase virchowiana (multibacilar), caracterizada por lesões cutâneas difusas e necrose, com baciloscopia sempre positiva.
A hanseníase, causada pelo Mycobacterium leprae, permanece como um grave problema de saúde pública no Brasil, refletindo desafios socioeconômicos. A doença afeta principalmente a pele e os nervos periféricos, com um espectro clínico que varia de formas paucibacilares (com boa resposta imune e poucas lesões) a multibacilares (com resposta imune deficiente e alta carga bacilar). A lepra de Lúcio, também conhecida como hanseníase virchowiana difusa ou "lepra bonita", é uma forma rara e grave da hanseníase virchowiana, que se enquadra no polo multibacilar. Caracteriza-se por um infiltrado difuso na pele, que pode não formar nódulos evidentes, e é particularmente suscetível ao Fenômeno de Lúcio, uma vasculite necrosante que leva a úlceras e cicatrizes. A baciloscopia é sempre positiva nessas formas. A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por via respiratória, por meio de gotículas de pacientes multibacilares não tratados. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado, com politerapia, são cruciais para interromper a cadeia de transmissão, prevenir incapacidades e melhorar o prognóstico dos pacientes.
A hanseníase é classificada clinicamente em paucibacilar (formas indeterminada, tuberculoide e borderline tuberculoide) e multibacilar (formas borderline borderline, borderline virchowiana e virchowiana), baseada na carga bacilar e resposta imune.
A lepra de Lúcio, ou hanseníase virchowiana difusa, é uma forma rara e grave da hanseníase virchowiana (multibacilar), caracterizada por lesões cutâneas difusas sem nódulos, que podem evoluir para necrose e ulcerações. Indica alta carga bacilar.
A transmissão da hanseníase ocorre principalmente por via respiratória, através de gotículas de secreções nasais e orais de pacientes multibacilares não tratados, para indivíduos suscetíveis em contato prolongado e íntimo.
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