CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011
O hamartoma astrocítico é um tumor:
Hamartoma astrocítico → Origem nas camadas internas da retina (fibras nervosas).
O hamartoma astrocítico é um tumor glial benigno que se origina da camada de fibras nervosas da retina, sendo o achado ocular clássico da esclerose tuberosa.
O hamartoma astrocítico retiniano é uma lesão fundamental no estudo das facomatoses. Embora geralmente estacionário e assintomático, sua identificação é crucial para o rastreio de manifestações sistêmicas graves da esclerose tuberosa, como astrocitomas de células gigantes subependimários e angiomiolipomas renais. Na fundoscopia, o diagnóstico diferencial deve incluir o retinoblastoma (especialmente em crianças com lesões calcificadas) e o granuloma de toxocaríase. A localização na camada de fibras nervosas e a ausência de exsudação importante ajudam a diferenciar o hamartoma de outras massas retinianas.
É uma proliferação benigna de astrócitos (células gliais) que ocorre na retina neurossensorial ou na cabeça do nervo óptico. Clinicamente, pode apresentar-se como uma lesão plana e translúcida (em pacientes jovens) ou como uma massa calcificada, branca e nodular, com aspecto de 'amora' (em pacientes mais velhos).
O hamartoma astrocítico origina-se das camadas internas da retina neurossensorial, especificamente da camada de fibras nervosas (CFN). Os astrócitos proliferam e substituem a arquitetura retiniana normal, podendo eventualmente envolver toda a espessura da retina, mas sua gênese é interna.
O hamartoma astrocítico é o tumor ocular mais comum na Esclerose Tuberosa (Doença de Bourneville), ocorrendo em cerca de 50% dos pacientes. Frequentemente são bilaterais e multifocais. A presença dessas lesões retinianas é um critério diagnóstico importante para esta facomatose, que também envolve hamartomas no cérebro, rins e pele.
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