Hamartoma Astrocítico: Origem e Associação Sistêmica

CBO Teórica 2 - Prova de Especialidades da Oftalmologia — Prova 2011

Enunciado

O hamartoma astrocítico é um tumor:

Alternativas

  1. A) Vascular da retina
  2. B) Específico da síndrome de esclerose tuberosa
  3. C) Pigmentado da cabeça do nervo óptico
  4. D) Originário das camadas internas da retina neurossensorial

Pérola Clínica

Hamartoma astrocítico → Origem nas camadas internas da retina (fibras nervosas).

Resumo-Chave

O hamartoma astrocítico é um tumor glial benigno que se origina da camada de fibras nervosas da retina, sendo o achado ocular clássico da esclerose tuberosa.

Contexto Educacional

O hamartoma astrocítico retiniano é uma lesão fundamental no estudo das facomatoses. Embora geralmente estacionário e assintomático, sua identificação é crucial para o rastreio de manifestações sistêmicas graves da esclerose tuberosa, como astrocitomas de células gigantes subependimários e angiomiolipomas renais. Na fundoscopia, o diagnóstico diferencial deve incluir o retinoblastoma (especialmente em crianças com lesões calcificadas) e o granuloma de toxocaríase. A localização na camada de fibras nervosas e a ausência de exsudação importante ajudam a diferenciar o hamartoma de outras massas retinianas.

Perguntas Frequentes

O que é um hamartoma astrocítico?

É uma proliferação benigna de astrócitos (células gliais) que ocorre na retina neurossensorial ou na cabeça do nervo óptico. Clinicamente, pode apresentar-se como uma lesão plana e translúcida (em pacientes jovens) ou como uma massa calcificada, branca e nodular, com aspecto de 'amora' (em pacientes mais velhos).

Qual a origem histológica deste tumor?

O hamartoma astrocítico origina-se das camadas internas da retina neurossensorial, especificamente da camada de fibras nervosas (CFN). Os astrócitos proliferam e substituem a arquitetura retiniana normal, podendo eventualmente envolver toda a espessura da retina, mas sua gênese é interna.

Qual a relação com a Esclerose Tuberosa?

O hamartoma astrocítico é o tumor ocular mais comum na Esclerose Tuberosa (Doença de Bourneville), ocorrendo em cerca de 50% dos pacientes. Frequentemente são bilaterais e multifocais. A presença dessas lesões retinianas é um critério diagnóstico importante para esta facomatose, que também envolve hamartomas no cérebro, rins e pele.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo