FAMENE - Faculdade de Medicina Nova Esperança (PB) — Prova 2026
Na Unidade de Saúde da Família de um bairro periférico, a equipe observou que um grupo de pacientes com diabetes e hipertensão não comparecia regularmente às consultas individuais. O médico de família e comunidade, junto com a equipe multiprofissional, decidiu organizar encontros em grupo para discutir hábitos de vida saudáveis, uso correto de medicamentos, estratégias de autocuidado e para estimular a troca de experiências entre os participantes. Durante os encontros, a equipe também identificou fatores sociais que dificultavam a adesão ao tratamento, como dificuldade de acesso a alimentos adequados e baixa rede de apoio familiar. Com base no papel do médico de família e comunidade nos grupos operativos da Atenção Básica, assinale a alternativa correta:
Grupos operativos → Educação em saúde + Vínculo + Identificação de determinantes sociais.
Grupos operativos na APS não são apenas educativos; são ferramentas estratégicas para fortalecer o vínculo, promover o autocuidado e compreender o contexto social que impacta o processo saúde-doença.
Os grupos operativos representam uma das principais ferramentas da Estratégia Saúde da Família (ESF) para a promoção da saúde e prevenção de agravos. Eles se baseiam na premissa de que o cuidado em saúde é influenciado por fatores que vão além da biologia, incluindo a rede de apoio, o acesso a recursos e a compreensão da doença. Para o Médico de Família e Comunidade, a participação nesses grupos é essencial para a prática da Medicina Centrada na Pessoa e para a compreensão dos Determinantes Sociais da Saúde (DSS). Ao ouvir as dificuldades reais dos pacientes em um ambiente coletivo, a equipe pode ajustar intervenções para que sejam culturalmente aceitáveis e economicamente viáveis, aumentando significativamente a adesão ao tratamento de condições como Hipertensão e Diabetes.
Um grupo operativo é uma tecnologia leve de cuidado que reúne usuários com necessidades comuns para aprender, trocar experiências e resolver problemas. Diferente de uma palestra, foca na interação e na construção coletiva de conhecimento, visando a mudança de hábitos e o fortalecimento da autonomia.
Embora não substitua a consulta individual, o grupo permite observar dinâmicas sociais, identificar barreiras de adesão compartilhadas e utilizar o apoio mútuo entre pacientes como ferramenta terapêutica, otimizando o tempo da equipe e aumentando a resolutividade na gestão de doenças crônicas.
O médico atua como facilitador e mediador, integrando o saber técnico ao saber popular. Ele deve participar ativamente para fortalecer o vínculo com a comunidade, identificar sinais de alerta clínicos e sociais e integrar as discussões do grupo ao plano terapêutico singular de cada paciente.
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