INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2013
Mulher com 35 anos de idade, G2 P1 (parto vaginal há 4 anos), 41 semanas e 2 dias de idade gestacional (corrigida por ultrassonografia realizada no primeiro trimestre), vem à Unidade Básica de Saúde para mais uma consulta de pré-natal. Refere dor nas costas e cansaço. Nega contrações, disúria, perda líquida ou sangramento vaginal. Relata boa movimentação fetal. Ao exame: pressão arterial = 100x60 mmHg, peso = 68 kg, altura uterina = 34 cm, batimentos cardiofetais = 140 bpm, ausência de dinâmica uterina. Toque vaginal = colo grosso, centrado, 2 cm de dilatação, apresentação cefálica. A conduta indicada é:
Gestação ≥ 41 semanas → Encaminhar para avaliação de vitalidade e indução do parto.
O manejo da gestação de 41 semanas e 2 dias exige intervenção ativa; o encaminhamento para ambiente hospitalar visa monitorar o bem-estar fetal e planejar a indução para reduzir riscos perinatais.
O manejo da gestação que ultrapassa a data provável do parto (DPP) é um tema frequente em obstetrícia. A partir de 41 semanas, o risco de insuficiência placentária aumenta, elevando as chances de sofrimento fetal agudo e óbito fetal. Protocolos modernos recomendam que, ao atingir 41 semanas, a paciente seja encaminhada para avaliação hospitalar para decidir entre indução imediata ou vigilância rigorosa (CTG e ILA a cada 2-3 dias) até o limite de 42 semanas.
Uma gestação é considerada prolongada (pós-termo) quando atinge ou ultrapassa 42 semanas (294 dias). No entanto, o termo 'pós-datismo' é usado após 40 semanas, e a conduta ativa geralmente se inicia entre 41 e 41 semanas e 6 dias.
A indução com 41 semanas está associada a uma redução na mortalidade perinatal e na síndrome de aspiração de mecônio, sem aumentar significativamente as taxas de cesárea, em comparação com a conduta expectante até 42 semanas.
A avaliação inclui a cardiotocografia (CTG), o perfil biofísico fetal (PBF) e a medida do índice de líquido amniótico (ILA). O oligodrâmnio é uma complicação comum e indicação de interrupção da gravidez.
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