Santa Casa de Araçatuba (SP) — Prova 2022
É considerado sinal de gravidez inviável quando há ausência de BCF no ultrassom e o Comprimento Cabeça Nádega (CCN) é a partir de:
CCN ≥ 7mm sem BCF no USG transvaginal = gravidez inviável.
A ausência de batimentos cardíacos fetais (BCF) em um embrião com Comprimento Cabeça Nádega (CCN) igual ou superior a 7 mm no ultrassom transvaginal é um critério diagnóstico definitivo de gravidez inviável, indicando abortamento retido.
O diagnóstico de gravidez inviável, ou abortamento retido, é uma situação delicada que exige critérios diagnósticos precisos para evitar intervenções desnecessárias. A ultrassonografia transvaginal é a ferramenta mais importante para essa avaliação no primeiro trimestre. A ausência de batimentos cardíacos fetais (BCF) é um sinal preocupante, mas sua interpretação depende do tamanho do embrião. Critérios ultrassonográficos definitivos para gravidez inviável incluem a visualização de um embrião com Comprimento Cabeça Nádega (CCN) de 7 mm ou mais sem atividade cardíaca. Outros critérios são um saco gestacional com diâmetro médio de 25 mm ou mais sem embrião, ou a ausência de embrião com BCF em um ultrassom de acompanhamento após um período específico (ex: 11 dias após um USG com saco gestacional e saco vitelínico, mas sem embrião). É fundamental que residentes e profissionais de saúde conheçam esses critérios para realizar um diagnóstico correto e oferecer o aconselhamento e as opções de manejo adequadas à paciente, que podem incluir conduta expectante, manejo medicamentoso ou cirúrgico. A precisão diagnóstica minimiza o estresse emocional e os riscos de intervenções prematuras.
Os critérios incluem CCN ≥ 7 mm sem BCF, saco gestacional com diâmetro médio ≥ 25 mm sem embrião, ou ausência de embrião com BCF após 11 dias de um USG que mostrava saco gestacional sem saco vitelínico.
O valor de 7 mm para o CCN é o ponto de corte validado onde a ausência de BCF é considerada diagnóstica de inviabilidade, minimizando o risco de um diagnóstico errôneo em gestações muito precoces.
Após o diagnóstico, as opções de manejo incluem conduta expectante, manejo medicamentoso (misoprostol) ou manejo cirúrgico (aspiração manual intrauterina ou curetagem), dependendo da preferência da paciente e condições clínicas.
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