UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
Mulher, 25 anos, com atraso menstrual de 10 dias, comparece à emergência referindo cólicas moderadas. Nega disúria, febre ou sangramento vaginal. Na consulta, foram solicitados exames, cujos resultados são os seguintes: ß-hCG sérico de 1.100 mUI/ml e ultrassonografia transvaginal com endométrio ecogênico medindo 17 mm; ausência de saco gestacional visível e imagem compatível com corpo lúteo em anexo direito; hemograma e exame qualitativo de urina normais. Considerando o quadro descrito, o provável diagnóstico e a conduta adequada são, respectivamente,
Beta-hCG 1100 + USG sem saco gestacional → Gravidez inicial, repetir beta-hCG em 48h.
Em gestação inicial, níveis de beta-hCG abaixo da zona discriminatória (1500-2000 mUI/ml para USG transvaginal) podem não mostrar saco gestacional. A conduta é repetir o beta-hCG em 48 horas para avaliar a progressão da gravidez.
A gravidez inicial é um diagnóstico comum na emergência, frequentemente apresentando atraso menstrual e cólicas leves. A avaliação inicial envolve a dosagem de beta-hCG sérico e a ultrassonografia transvaginal para localizar a gestação e avaliar sua viabilidade. É crucial diferenciar uma gestação intrauterina muito precoce de uma gravidez ectópica ou abortamento. A fisiopatologia da gravidez ectópica envolve a implantação do blastocisto fora da cavidade uterina, enquanto na gestação intrauterina precoce, o saco gestacional ainda pode não ser visível na ultrassonografia se o beta-hCG estiver abaixo da zona discriminatória (geralmente 1500-2000 mUI/ml para USG transvaginal). O diagnóstico diferencial é fundamental para evitar complicações. O tratamento e prognóstico dependem do diagnóstico. Em casos de gravidez inicial com beta-hCG abaixo da zona discriminatória e USG sem saco gestacional, a conduta é expectante com repetição do beta-hCG em 48 horas para avaliar a duplicação. Se o beta-hCG dobrar adequadamente, sugere gestação intrauterina viável. Se não, deve-se investigar abortamento ou gravidez ectópica. A analgesia é indicada para alívio das cólicas.
Os sinais incluem atraso menstrual, cólicas leves, e um teste de gravidez positivo, como o beta-hCG sérico, que indica a presença do hormônio da gravidez.
Se o beta-hCG estiver abaixo da zona discriminatória (1500-2000 mUI/ml para USG transvaginal), a conduta é repetir a dosagem em 48 horas para avaliar a duplicação e, se necessário, a ultrassonografia.
A suspeita aumenta se o beta-hCG não dobrar adequadamente em 48 horas ou se houver sinais de instabilidade hemodinâmica, dor abdominal intensa ou sangramento vaginal, mesmo com beta-hCG baixo.
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